segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não precisa saber

  

Não toque aí. É meu ponto mais sensível. Meu lugar mais seguro. Calcanhar de Aquiles. É o que me faz ser eu. Meu espelho. É o que mais me dói. É o que eu quero ser. E o que eu mais amo.

Mas você não precisa saber disso. Você não precisa ler minha mente, muito menos o que vem junto do seu nome em meu diário cor-de-rosa que você nem sonha que tenho. Ou ler o que eu escrevo aqui e se encontrar em cada página. Nem ouvir o que falo de você nas conversas que tenho com qualquer estranho ou com meus mais fiéis amigos. Por que você não se torna um deles? Your Majesty, Heil.
Não sou forte. Nem tenho que ser, só preciso parecer. Não quero chorar na sua frente por não saber o que fazer com tanto amor - por uma pessoa que nem sei se devia amar tanto assim. Ou por qualquer outra coisa. Minhas lágrimas só deveriam vir ao emprestar meu corpo para à arte, em frente às câmeras e de mais ninguém. E isso eu também não posso dividir com você. Nem as gotas que vieram mesmo para o mundo ver, muito menos as que até eu fingi que não existiram. Como queria usar seu ombro.

Você lembra a última vez que conversou comigo? Será que precisamos nos prender por dias em um carro fechado para libertar em doses homeopáticas o que se passa dentro de nós? Ou melhor, existe alguma coisa aí dentro ou você só finge muito bem? Já me perguntou como eu me sinto hoje?  Já me perguntou como eu me senti algum dia? Por que você não pergunta o que eu penso? E por que isso não tem importância até você achar que as pessoas vão comentar? 

Me deixe ir. Me deixe ir. Me deixe ir. Para mergulhar na solidão de um quarto escuro e além. Para a noite e o dia. Para voar nas nuvens e ter vontade de voltar. Para ter histórias e te contar. Quero ir embora com pesar e vontade de ficar. 

Acredite em mim. Confie em mim. Orgulhe-se de mim. Me ensine porque quer. Tudo o que sou hoje, aprendi com você. Até a não concordar, aprendi com você. Até a não brigar, aprendi com você. Até a não saber amar, devo ter aprendido com você. Mas você não sabe, nem nunca quis, me ensinar nada. Talvez você mesmo não se ache bom exemplo. Também não sou.
 
Será que a gente se conhece mesmo? Mostre-me também suas cicatrizes. Você está feliz? O que eu fiz? Eu também estou errada. Mas que diferença isso faz para quem acha que eu nunca estou certa?

Jamais vou saber dizer o que sinto para as pessoas que mais importam. Não eu sou capaz de sentar e conversar. Nem consigo olhar no fundo dos seus olhos verdes e dizer tudo o que o mundo inteiro já sabe. Como você me machuca e mesmo assim, sem querer, consegue me fazer feliz na maior parte do tempo. Já tentei até te ignorar, mas é quase impossível não dar importância ao próprio reflexo.

Te cobro o que nem eu sei se um dia vou ser capaz de dar. Mas você não liga. E vou continuar acreditando nisso é até você me provar o contrário. Por favor, me prove.

Você não precisava saber de nada disso.

E quer saber, desfiz uma amizade virtual para ver se a real não acabava. Porque eu estou cansada. Porque, por mais que eu deteste me esconder de você, eu não posso me esconder do mundo. Porque você não conseguia, ou sequer tentava, entender qualquer palavra minha. Porque eu não quero mais que você me faça sair de casa de olhos vermelhos. Porque eu não quero mais calcular meus horários para não chocar com os seus. Porque eu não quero mais ouvir coisas desnecessárias. Porque eu não quero viver mais dias como esse. Porque eu não quero escrever mais uma crônica assim.

E é em dias como hoje que eu percebo que está tudo errado. 

Precisamos muito saber que a gente se ama.

sábado, 23 de abril de 2016

Um Ano Inesquecível (Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças)

Já estava com saudades de resenhar livros por aqui. Isso não acontece há séculos porque: 1) estou tentando fazer resenhas em vídeo; 2) esse tipo de post dá um trabalho danado; 3) não estou lendo tantos livros assim. Snif.

Hoje estou aqui para falar do livro que enlouqueceu as fãs da literatura teen do Brasil. Juntar quatro contos fofinhos, sobre as quatro estações do ano, das quatro maiores escritoras para adolescentes. num livro mais fofo ainda, não tinha como dar errado. É óbvio que Um Ano Inesquecível seria um sucesso de vendas, e foi mesmo. Seja jogada de marketing ou o que for, eu fico muito feliz com esse boom do mercado editorial brasileiro. É incrível saber que mais jovens estão consumindo literatura, e melhor, literatura da terra.

Cada autora ficou responsável em escrever uma estação do ano determinante na vida da personagem. Uma época na adolescência que marcou ou mudou sua vida inteira. A Paula Pimenta falou sobre uma viagem de inverno, a Babi Dewet sobre um outono conturbado, a Bruna Vieira sobre uma primavera decisiva e a Thalita Rebouças sobre uma aventura de verão.

Não é todo mundo que vai ter paciência com a protagonista da história de inverno. Mabel embarca numa viagem com os pais para o Vale Nevado, no Chile, mas tudo o que ela queria na verdade era ir para um sitio com os amigos - para ver um boy que não vale nada - e por isso ela faz o início da viagem um inferno. Até conhecer um tal de Bernardo e... Já sabe né? E eu juro que não é spoiler, isso acontece no início do conto mesmo. Tenho que dizer também que me identifiquei com a Mabel, mesmo achando a menina uma chata. Quantas vezes eu estive num lugar maravilhoso e me emburrei por alguma coisa nada a ver? Hahaha. Acontece. Se por um lado já não tenha tanta paciência para certas personagens, Paula Pimenta tem a capacidade de escrever tudo de um jeitinho tão gostoso que não tem como não gostar. O cenário do Chile foi descrito perfeitamente, me remeteu de cara àquele lugar maravilhoso que fui há dois anos e já quero voltar.  É um conto bem fofo e previsível, estilo Paula Pimenta mesmo. É o mais - digamos - infantil, do livro.

Já comecei gostando do conto de outono, porque a Babi Dewet não contou a história de uma só pessoa, mas de duas, sob o ponto de vista de Anna Júlia e João Paulo. Anna e João são dois opostos. Um ama e a outra detesta música, os dois são de humanas, mas um é do time da arte na praia e a outra estuda muito para fazer direito como o pai sempre quis. E é no vão do Masp - onde Anna passa todos os dias no caminho do estágio num escritório e João toca para arrecadar dinheiro para os pobres - que eles se encontram e tudo acontece. É o conto mais maduro do livro. Babi conseguiu realizar a difícil tarefa de retratar o outono brasileiro de forma plausível, porque, sejamos sinceros, boa parte do país nem sabe o que é isso. A escolha do cenário foi fundamental, São Paulo e toda sua inconstância. Um ponto negativo é que Babi pesa um pouco a mão, deixando o conto extremamente lento, principalmente para o público-alvo do livro. Não acontece muita coisa. Por outro lado, justamente por sair do convencional e privilegiar as sensações às ações, ele se destaca dos outros e se mostra interessante.


O conto da primavera não foi o que mais me divertiu ou o que mais me fez suspirar, mas com certeza foi o mais relevante de todo o livro. Gostei logo de cara da Jasmine, a protagonista. Cheia de personalidade, ela tem um cabelão cacheado (como o meu ♥) e se ama do jeitinho que é, sem mais - mesmo que nem todo mundo goste disso. Jasmine está quase reprovando em matemática no terceiro ano. E para tentar resolver o problema, ela aceita aulas de reforço do professor que mais odeia. Mas a vida acabou lhe dando uma forcinha, colocando no caminho dela um estudante de engenharia, o David. E aí coisas acontecem. A Bruna Vieira fez uma escolha maravilhosa ao falar de bullying, autoestima e superação. Não sou fã de nada didático demais, nem tenho nada contra aquilo que nos entretêm e ponto. Porém, é claro que discutir assuntos importantes numa história - principalmente quando o público-alvo é infanto-juvenil - agrega muito valor.

Thalita Rebouças já é ensolarada por si só, a melhor autora para escrever um conto de verão. De longe, foi o que mais me divertiu. Ele conta a história de uma aventura de carnaval vivida por três amigas muito doidas, a Kaká, a Tati e a Inha. Uma quer ser princesa (de casar com um príncipe meeesmo!), a outra quer ser famosa a qualquer custo, e a Inha só quer ser uma nutricionista de sucesso. Graças ao namoro do irmão de Tati com uma funkeira famosa, as meninas vivem seus 15 minutos de fama e me tiram muitas risadas e suspiros de amorzinho.


Falando dos aspectos visuais, como todos os livros da Gutenberg que tenho, é esteticamente muito agradável. As páginas são amareladinhas, o papel é de qualidade, e os contos divididos por detalhes bem sutis e fofos. Vocês sabem que valorizo muito esse tipo de cuidado, né? 

Um ótimo livro para aqueles dias que você quer algo bem levinho só para descontrair. É realmente beeem adolescente, então não sei se todos os públicos gostariam de lê-lo. Perfeito para esvaziar a cabeça, distrair. Tem dias que a gente não tá afim mesmo de pensar demais, né? No mais, não é aquela obra que muda a sua vida, sua percepção da realidade, sei lá. Não que isso o torne pior, a proposta realmente não é essa. Se eu tivesse lido há uns 4 anos, talvez eu tivesse gostado ainda mais. Porém, por hoje ele só vai ganhar quatro estrelinhas.

E vocês, já leram o #livro UAI? Gostaram? Me contem!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Câmara Enquadrada


Tive alguns sentimentos estranhos no último domingo. Passei o fim de semana fora e tudo o que queria era sentar em frente à TV para ver centenas de pessoas engravatadas decidindo o meu futuro. Sim, porque o futuro do Brasil é o meu, o seu futuro, e isso não dá para deixar para lá. Muito mais complexo que simplesmente dedicar um sim ou não para Deus e o mundo, um processo de impeachment é algo muito sério do qual o país não sai ileso. Mas pelo o contrário, tudo o que vi, foi piada.

Não precisa ser especialista em muita coisa para saber que de qualquer forma vamos sofrer. Não me considero pessimista, só não consigo achar espaço para o otimismo me enchia de vontade de ir em busca de dias melhores. Ando cada vez mais cética sobre os bons rumos que poderíamos tomar, embora ainda tente manter a esperança. E se ainda há um resquício dela, é graças ao retrato pintado ao vivo e a cores que todos viram na votação do congresso.

O retrato é uma bagunça. Não tem estilo, não se enquadra em nenhum movimento, nem é feito para apreciação popular. Tudo o que vi na tela foi extremismo, oportunismo, hipocrisia, pseudoreligião no lugar errado, falta de argumentos, falta de conhecimento, um discurso eleitoreiro e vazio... Pérolas e mais pérolas que de tão trágicas nos fazem dar gargalhadas. Porque se tem algo que me irrita e ao mesmo tempo me admira no brasileiro, é justamente a capacidade de rir para não chorar.

Não celebro a beleza do quadro. Ele não tem sentido nenhum. Mas nós o pintamos. Cada pincelada é um voto. Fomos nós que colocamos cada personagem engravatado dentro daquela sala para nos representar. E o pior é saber que sim, toda essas figuras tem a legitimidade de estar ali. Essa tela nada mais é que o espelho da nação. É o espelho da nossa pobreza de pensamento, de conhecimento, de caráter e de espírito. Eles nos comandam com nosso consentimento.

Essa é a nossa câmara de deputados? Essa é a nossa política? Esse é o nosso país?

Agradeço a Cunha. Graças a ele, o quadro foi posto em exibição pública e em horário nobre. Sabe-se lá com que intenção maligna, mas vejamos o lado bom. Não fui a única a me fazer essas perguntas.

Há quantos anos os brasileiros não param para ver o que acontece em Brasília? Quem aí nunca nem assistiu a TV Câmara e TV Senado? Céus, quantas pessoas sequer lembram em quem votaram para o legislativo na eleição passada? 

Parar um pouquinho para saber onde foi parar seu voto não deveria ser extraordinário. Devia ser rotina. E não pensem que estou livre do sermão que eu mesma estou proferindo. Precisamos nos envolver mais, ver o que realmente acontece, e não nos informar por memes e corrente no whats app.

A descrença é geral e não inédita. Desde que nasci escuto que temos péssimos parlamentares, mas pelo menos na minha existência, nunca vi isso foi escancarado em tal proporção. Essa é a nossa política. O Brasil é isso mesmo.

Congressistas contra e a favor do governo Dilma RousseffTodos vimos. E tenho certeza que se esse circo todo serviu para alguma coisa foi para repensarmos sobre o que acontece lá dentro e aqui fora. Somos igualmente extremistas, oportunistas, hipócritas,  corruptos, vazios. Proferimos os mesmos discursos sem argumentos e sem reflexão no palanque chamado facebook. Seríamos igualmente corrompidos. Lembrando que me refiro à regra, não à exceção.

Me recordo que em 2013, na época das manifestações, também achei que as pessoas mudariam. Santa ilusão. Os ânimos estão ainda mais acalorados. Previsões ainda mais nebulosas. Mesmo assim, não pensem que perdi a fé. Mais do que viver num país com jeitinho, somos humanos. Antes de sermos brasileiros, somos humanos. A natureza é a mesma para todos. Talvez sejam só as circunstâncias que escancaram o nosso pior lado. Posso até não viver para ver, mas reza a lenda que toda crise, um dia, passa.

E antes que me perguntem, até domingo eu tinha uma posição sobre o impedimento. Porém, quanto mais procuro me informar sobre política, em especial a do Brasil, mais eu percebo que não sei é de nada. Nem com o melhor telescópio meus olhos de leiga conseguem enxergar alguma solução. Enfim, continuo a estudar, ler, ver as sessões, jornais, conversar, refletir... Não dá para parar. Ainda podemos mudar alguma coisa, nem que seja nós mesmos.

Admito que até gosto disso tudo. Dou meu pitaco de quem se acha A cientista política só por ter acabado de ler O Príncipe. Os fins justificam os meios? Será que alguém sabe que fim é esse? Me pergunto se também sou igual a eles e a possibilidade me enoja.

O melhor, e o pior, do Brasil, continua sendo o brasileiro. E de tão insignificante que sou, acho que vou seguir seu exemplo. Para não chorar, vou rir. Até que venham artistas melhores para pintar um novo quadro, e o país de hoje vire uma mera peça de museu.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Cinema: Lançamentos de Abril

Capitão América Guerra Civil
Ainda não foi ao cinema esse ano? Falta de tempo? Falta dinheiro? Ou não tá afim de sair com o crush pegajoso? Independente dos motivos, cinema é lazer, amigos, curtição e, principalmente, a sétima arte é cultura. E no mês de abril, a cultura heroica ataca novamente, após o criticado Batman vs Superman (que é muito bom por sinal e tentarei trazer uma crítica a vocês). Guerra Cívil, Invasão a Londres e a sequência de a Branca de Neve e o Caçador são algumas das novidades para você conferir!

Invasão a Londres

Durante um encontro de líderes mundiais em Londres, um grupo criminoso arquiteta sequestrar o presidente dos Estados Unidos. No entanto, por causa do segurança do Presidente, Mike Banning (Gerald Butler), o plano foge do controle e o líder dos Estados Unidos consegue fugir. O trabalho ainda continua, quando o responsável pelo ataque quer a qualquer custo pegar o presidente, e para isso causa um caos inestimável na terra da Rainha. O longa ainda conta com a presença de Morgan Freeman e estreou dia 7 de abril.   



Rua Cloverfield

Após um acidente de carro, uma jovem (Mary Elizabeth Winstead) é resgatada por um homem misterioso. Ao acordar em um porão sob os cuidados do desconhecido, descobre que foi salva de um ataque químico que deixou a terra inabitável. Entretanto, a jovem não se toma por convencida e procura um jeito de descobrir o que há de perigoso fora do esconderijo. Do produtor J. J. Abrams (Star Wars: O despertar da força), Rua Cloverfield chegou às salas de cinema, dia 7 de abril.

Ave, César!

Na nova aventura dos irmão Cohen, o astro (George Clooney) da superprodução Hail, Caesar! é sequestrado durante as filmagens por uma organização chamada Futuro, O responsável pela proteção do estúdio Capitol Pictures terá que encontrar o astro e descobrir quem foi o autor do sequestro, caso não, o estúdio terá que pagar 100 mil dólares para ter o astro de volta. Ave, César foi lançado dia 14 de abril e conta no elenco Channing Tatum, Jonah Hill, Josh Brolin, Ralph Fiennes, entre outros. 



Mente Criminosa

Após o agente da CIA, Bill Pope (Ryan Reynolds), ser assassinado deixando seus superiores sem respostas a respeito da testemunha que o agente estava protegendo, O chefe de Pope, com a ajuda de um médico, transfere a consciência do agente para um prisioneiro perigoso e imprevisível (Kevin Costner). Com a nova consciência, o prisioneiro terá que lidar com a missão de compartilhar informações que ajudem a evitar consequências terríveis aos Estados Unidos e ao mundo, ao mesmo tempo que tem que lidar com os sentimentos pela filha e esposa do falecido agente. O longa conta com a presença da Gal Gadot e de Tommy Lee Jones e estreou no Brasil dia 14 de abril.  


  

Mogli - O Menino Lobo

A história do menino criado por animais, enfim, ganha sua versão live-action. Dia 14 de abril, ás salas de cinema do Brasil recebem Mogli - O Menino Lobo. O longa conta a história de um garoto que foi criado em plena selva pelos animais que lá viviam. Tudo estava tranquilo, normal, até um tigre notar a presença do garoto e tentar expulsá-lo de lá. Sob proteção de uma pantera, o garoto procura sobreviver aos outros perigos da selva. A nova aventura da disney conta, no elenco, com vozes bastante conhecidas como a de Scarlett Johansson <3, Idris Elba, Ben Kinsgley, entre outros. 



O Caçador e a Rainha do Gelo

A Rainha Ravena (Charlize Theron) governava com justiça e bondade até o dia que sua irmã bondosa Freya (Emily Blunt) dá à luz uma criança capaz de se tornar a mais bela moça do reino. Ao saber disso, Ravena assassina a sobrinha e transforma a vida da irmã em uma profunda depressão. Após muito tempo, ao ouvir sobre a morte de Ravena, Freya vai atrás de seu espelho mágico e descobre que sua irmã ressuscitara. Para derrotar sua irmã maligna, Freya contará com a ajuda do caçador Erik (Chris Hemsworth) e de sua parceira Sara (Jessica Chastain). A sequência de a Branca de Neve e o caçador estreia dia 21 de abril.   



Nise - Coração da loucura

A alagoana, Nise da Silveira, após sair da prisão (onde esteve presa com Graciliano Ramos e tornou-se personagem do livro Memórias de Cárcere), foi trabalhar em um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio. Lá propôs novas forma de tratamento a pessoas que sofrem de esquizofrenia através da arte e do amor. Extinguindo as desumanas técnicas de eletrochoque e lobotomia. A história de uma das primeiras mulheres a ser forma em medicina no Brasil será protagonizada pela Gloria Pires e desembarca nos cinemas dia 21 de Abril.  


Milagres do Paraíso 

Um Casal descobre que sua filha Anna sofre de uma doença rara e incurável e buscam incansavelmente por algo que salve a garota, até que um dia, Anna sofre um acidente ao cair de uma arvore enquanto brincava. Após alguns exames, os médicos e a família ficam estarrecidos por saberem que a queda a curou sem causar nenhuma sequela. Milagres do paraíso estreia dia 21 de abril.

Amor por Direito

A emocionante história, baseada em fatos reais, traz um casal formado pela policial Laurel Hester (Julianne Moore) e pela mecânica Stacie Andree (Ellen Page) vivendo um dilema enfrentado por muitos casais do gênero antes da a união estável entre pessoas do mesmo sexo ser aceita por lei. A situação se torna mais complicada quando Laurel descobre estar com câncer e ela deseja deixar, ao menos, à parceira, a casa em que viveram por 10 anos, mas as autoridades negam a reconhecer a relação. O longa estreia no Brasil dia 21 de abril.
     


Capitão América: Guerra Civil 

No novo filme do sentinela da liberdade, os acontecimentos de Era de Ultron geraram inconformidade nos líderes mundiais perante as ações dos super-heróis. Como forma de manter o heróis sob controle, os governos decidem criar um tratado para que os heróis sejam registrados e supervisionados. Tal atitude divide o grupo dos vingadores em dois lados: os que estão a favor liderados pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.); E os que são contra liderados pelo Capitão América (Chris Evans). Os diretores de o soldado invernal, Anthony e Joe Russo, retornam ao comando do novo filme. O novo longa da Marvel lança dia 28 de abril e não deixe de maneira alguma de conferir este incrível trailer que abalou as redes sociais.



E quais você irá conferir nas telonas? Deixe seu comentário!

sábado, 9 de abril de 2016

Aceite-me, jornalismo


Ontem foi o dia do jornalista. Parabéns para mim? Seria meu sonho que algum dia fosse de fato. Ah, se só dependesse de mim... Daqui há quatro anos, vestiria beca e seguraria um canudo. Eu teria gravadores, microfones, câmeras, blocos e canetas a mão. Tec tec tec. Dedos rápidos. Redação.
Já estaria fazendo sei lá o quê. Ou não. Se me perguntarem em que lugar do tempo eu gostaria de estar, diria que eu gostaria de viver exatamente o agora. A noite de sexta-feita. A fuga. As mentiras que sou obrigada a contar. A crise. O quase-impeachment. A censura. O bloqueio. A raiva que passa antes do que eu gostaria para parecer forte. A indecisão. O presente já é passado, e o que já passou é o que me torna eu. E o que quer que eu viva agora, eu preciso viver.

O futuro está nas minhas mãos? Por enquanto, ele não me pertence. Ele é do pagador. Chefe-da-família. Rei-sol. "É melhor ser temido que ser amado." Sócio majoritário da minha vida. É de Deus e do mundo. E no meio disso tudo, é um pouquinho, só um pouquinho, meu.

Os anos são dourados e negros ao mesmo tempo. Enquanto é uma época maravilhosa da minha vida, também vivo perturbada pelas minhas escolhas. As que já fiz, e as que ainda vou fazer. Todos acham que sabem o que é melhor para você. E a resposta é curta e simples: dinheiro. Status. Segurança. Comodismo. Por que tanta insistência para que eu faça algo Direito?

É um saco perceber que o que você pensa não vale de muita coisa. E se quer saber também, nem de direita eu sou. Minha vida segue a máxima de ser levada a sério quando falo brincando e receber um saco de risadas quando falo sério. Dói no fundo da minha alma as ironias que tenho que escutar, quando eu tento, simplesmente, falar.

Eu, que quero ser gente, escuto que o sonho de um pai é ter uma filha fútil. A mesma que escuta quase todos os dias - quando não consegue evitar o encontro - que faz um curso de vagabundo. A que devia procurar algo que faça realmente estudar ao invés de escrever besteiras na internet. Que não vai ser ninguém na vida. A que, por mais que queira pagar de valente, sai quase escondida quando quer ir para a faculdade de shorts no verão. Que escuta da mãe que é sempre melhor ficar calada e aceitar para evitar, porque ele está sempre certo. Sou a menina que respira fundo todos os dias, para não jogar tudo para o alto.

Aí eu percebo que eu nunca vou agradar ninguém. E continuo. Escuto mil e uma coisas de todos os lados. Mas me sinto mesmo um lixo, na hora de entregar o boleto. "Deposite e ganhe o direito de me colocar para baixo." Na frente dos outros, faz de conta que me admira. Para me sentir menos pior, não levo como obrigação de provedor ou doação. É financiamento, empréstimo, dívida. E eu tenho que aceitar de bom grado, obrigada. Dizem que devo agradecer a todos os santos por, apesar de tudo, poder estar realizando meu sonho - ainda que debaixo de lágrimas tímidas no caminho do ônibus ou de um choro sem vergonha em frente ao computador.

Uma profissão é como um relacionamento. A faculdade é um namoro, o estágio é um noivado, a formatura é a festa de casamento. A beca é o vestido de noiva e o diploma, a aliança. Concedo minha mão ao jornalismo como alguém que se entrega por amor. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias da minha vida.

E qualquer coisa que venha além disso, vai ser só para me somar, como profissional e como gente. Um casamento por amor pode até dar errado. Uma paixão pode ser fogo de palha. Mas imagina só que infeliz seria casar com quem não se ama? Cursar algo só pelo dinheiro é como casar por interesse, um golpe do baú. Deixar alguém escolher uma profissão por você é como aceitar um casamento arranjado. O negócio pode até parecer vantajoso, mas eu mesma não vejo benefícios em me ver presa em algo que não me faça feliz, não me dê prazer.
Parece uma visão romântica e é mesmo. A vida que me prove o contrário, que estou errada, mas por enquanto me deixem pensar que estou certa. Não quero só uma profissão qualquer, que me dê grana para sobreviver. Quero um sacerdócio. Acredito que assim deveria ser. As pessoas deviam se apaixonar mais pelo que fazem. E viver ao máximo aquela escolha feita lá no vestibular ou não, porque curso superior não é a única opção. 
Mil e uma coisas podem acontecer no caminho, posso desviar, tropeçar ou sei lá o quê. Mas o pior erro é justamente escolher logo de cara algo que já se sabe que não vai te fazer feliz. Erro é não seguir os sonhos. Não apostar todas as fichar naquilo que a gente acredita até o fundo do coração, da alma, do poço. Erro é casar por qualquer motivo que não seja amor.
Sei que falei mil e uma besteiras, mas não volto atrás. Respiro fundo mais uma vez. Sorrio. Me olho no espelho. Enxugo a lágrima. Vejo o brilho nos meus olhos. Sonho acordada mais um pouco ao som de Lana Del Rey. Confesso que aprecio esses momentos. E para ser sincera, escrever para mim é mais prazeroso que qualquer experiência que já tive com garotos (nem que eu escreva sobre como elas foram boas). Sou um projeto de workaholic e gosto de me imaginar assim.

E mais uma vez, tudo isso já teve seu momento de de serventia. Algumas palavras. O prazer dos artistas, um pouquinho de dor. Desabafar me faz bem. Tenho lá a minha veia literária. Dedicaria o jornalismo a ela ou ela ao jornalismo? Que seja.

Um feliz dia do jornalista a todos os profissionais que fazem meus olhos brilharem, aos meus professores maravilhosos, aos estagiários que servem cafezinho, às vítimas do desemprego, aos mal pagos, aos desistentes, aos estudantes, aos Williams, Sandras, Evaristos, Guillermos, Wintours, Scherbatzkys, Herzogs, Clarks... e quem sabe um dia, Alice. E a todos aqueles que tentam nos fazer desistir, beijos de luz.

E essa matéria, eu não derrubo. Publique-se.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Minha Experiência Vegetariana

 
Estou ficando um pouco viciada com essa coisa de fazer desafios pessoais. Já tive épocas de ficar meses sem celular, semanas sem internet, alguns dias sem televisão, 40 dias sem carne vermelha e agora, fui vegetariana por 40 dias. Seria loucura? Não, gosto desses desafios porque eu consigo sentir que tenho controle sobre minhas próprias atitudes e meu corpo, além de tentar criar hábitos saudáveis para a minha vida. Não tem nenhum motivo religioso ou sei lá, cada desafio teve um motivo particular, mas sem sombra de dúvidas tirei grandes lições deles.

Carne era realmente algo que eu julgava essencial na minha vida. Não aceitava sequer uma garfada sem "mistura". Era carnívora convicta. Não conseguia viver sem. Tudo começou a mudar lá no ano passado, quando estava almoçando e do nada pensei:

Na minha época sombria, comungando o corpo e o sangue do capitalismo no lado oriental de Berlin.
 E se eu parasse de comer carne?

Eu estava numa época (ou melhor, estou) de questionar sobre o que é importante na minha vida, o que faz bem para mim, o que realmente me deixa feliz, o que é bom para o planeta. Então simplesmente decidi que iria fazer o teste. Será que eu conseguiria, pelo menos, viver pouco mais de um mês sem comer carne vermelha?

Céus, foi fácil. Muito fácil. Comecei na quarta-feira de cinzas e mesmo depois de acabar a quarentena, só voltei a comer o bifinho do almoço uns 15 dias depois. Mas eu não saí da mesma forma que entrei. Tirei muita coisa positiva nessa experiência. A começar pelo fator alimentação mesmo, comecei a variar mais. Mais frango, peixe, frutos do mar e até sem nada, por favor. Voltei a comer carne vermelha, é verdade, porém numa quantidade muito menor e com mais consciência.

A partir daí já estava decidida que depois do carnaval eu realmente faria minha experiência vegetariana. E voilá, expeiência feita.


Tá, mas você só comia mato? Nada. A. Ver.

Confesso que tive minhas tentações. Por incrível que pareça, o que eu mais tinha vontade de comer era um belo bacalhau, peixe frito, camarão e pizza de frango. Coisas que eu não dava o mínimo valor. Mas mesmo assim, foi bem mais fácil que pensei. E olha que seguir uma dieta diferente com o resto da casa comendo de um tudo pode ser bem complicado.

Optei por continuar comendo ovos e leite, porque mesmo sabendo que eles não são lá tão maravilhosos assim para a saúde e o meio ambiente, eu sabia que - pelo menos dessa vez - eu não conseguiria. Então assim eu já tinha minha fonte de proteína, obrigada.

No almoço, eu geralmente comia feijão, farofa, ovo cozido, salada e as vezes uma batata. As vezes comia macarrão com purê de batata e algum molho gostoso também. Normal. A mesma coisa que sempre comi, só que sem a mistura, ou só com ovo. No café da manhã e da noite, não mudei nada. Pão, queijo/manteiga/requeijão e achocolatado. Inclusive, esse trio é outro vício na minha alimentação que me incomoda. Tenho rever isso aí qualquer dia.

Já se passou uma semana que completei o desafio, e para não falar que continuo vegetariana, comi o camarão que sobrou da semana santa na segunda e o filé de siri que minha tia fez especialmente para mim na terça. Até recusei o filé a parmegiana que minha mãe fez para mim, achando que eu já ia voltar a comer de tudo. Ela não ficou muito feliz, mas...

 

E depois?

Sim, eu pretendo continuar a evitar pelo menos carne vermelha. Não quero que seja uma proibição para mim, mas que pelo menos isso não seja algo rotineiro. Sei lá, um churrasco ou alguma coisa quando tiver vontade não vai me matar nem fazer tanta diferença para o planeta. No entanto, e se eu falar para vocês que eu não tenho mais tanta vontade?

Outra coisa que eu preciso falar é que ser vegetariana não é bem ser saudável nem comer carne é sinônimo de artérias entupidas. Tudo depende de várias coisas. Não é 8 ou 80. Durante os 40 dias, engordei, emagreci, passei uns dias com a alimentação completamente desregulada (como a minha rotina) então a questão vai bem mais além mesmo. 

A mudança foi mais mental que física. Sendo completamente sincera com vocês, do ponto de vista da minha saúde, percebi zero mudança. Nem para melhor, nem para pior. Até porque, tirando o fato de ser sedentária (estou tentando mudar isso), eu já era uma pessoa razoavelmente saudável por natureza. Minha intenção aqui nunca foi virar aloka natureba nem nada do tipo. É uma questão mais de ter consciência com o meio ambiente e cultivar cuidados básicos com a minha saúde, e consequentemente, com a estética que eu acho bacana para mim. Então por mais que eu não tenha percebido mudanças na minha saúde física de hoje, essa mudança da minha relação mental com o alimento com certeza vai refletir no meu corpo no futuro. 

E o melhor é a opinião das pessoas sobre a minha posição. Nunca vi tanta gente preocupada com o meu nível de proteína, Jesus. Se estão achando ruim, mandem um pote de Whey para a minha casa, queridos. Haha. Sério, durante esse tempo, ouvi de tudo um pouco. E é um saco. Ninguém é obrigado a seguir uma dieta específica em prol de nada, nem virar ativista (até porque nem eu sou) mas eu ainda me surpreendo como, mesmo com tudo o que acontece a nossa volta, as pessoas não conseguem parar um segundo para pensar sobre o que faz bem para si mesmos e o meio em que vivem.

A foto ficou feia, mas achei engraçada e quis postaaar. Quero nem saber.
Se eu recomendo virar vegetariana? Acho que vale fazer uma experiência sim. Se questionar sempre é bom, e como qualquer outro desafio pessoal, acho válido pelo autocontrole e autoconhecimento. No entanto, qualquer iniciativa dessas tem que partir de você e somente de você. Pensem nisso.

Não estou aqui para levantar bandeira de nada, só estou contando experiência minha mesmo. Caso se interessarem mais pelo assunto, tenho links bem sinceros para mostrar a vocês, de pessoas que também fizeram alguma experiência vegetariana.

+ Minha experiência vegetariana | Noo
+ 5 dilemas de uma namorada quase-ex-vegetariana | Papo de Homem
+ Vegetarianismo: um relato da minha experiência | Nunca Quis Ser Alguém

E vocês, já fizeram alguma experiência do tipo? Fariam? Contem-me! haha




sábado, 2 de abril de 2016

3/16

Tudo o que aconteceu no mês de março.

Se o mês de fevereiro foi paradão por aqui, março foi mais ainda. Bleh. A vida offline foi intensa, mas só nos estudos. Eu tô começando a me preocupar com essa história de fazer duas faculdades porque só com uma o negócio já tá intenso. Enfim, vamos ver no que vai dar.

 
O centro da minha vida continua sendo a faculdade. Estou tentando me dedicar ao máximo, por outro lado, não li um livro sequer no mês. Teve aula de campo, palestra, prova e muito trabalho (meu, e dos outros). Nesses dias, gravei, produzi, narrei, modelei, atuei (até chorei, haha!), editei e claro, escrevi. Ufa. Mil e uma utilidades.


Essas últimas semanas foram tensas. Quase infartei quando começou a dar tudo errado num trabalho e acabei perdendo o prazo. Virei noites fazendo outro. Sem falar que nessa estamos tendo as primeiras provas. Não tô reclamando não, viu? Talvez eu tenha que rever minha política de trabalhos em grupo e aprender a lidar com pessoas, mas não me arrependo de forma alguma de ter me atolado de trabalho. I like it.
http://pequenaaventureira.blogspot.com/2016/03/o-que-novinha-quer.html 


8 de março, e outras coisinhas que estavam acontecendo, me levaram a pensar muito sobre questões como assédio, abuso e liberdade. Não sou muito de me apegar a datas, mas dessa vez fiz questão de falar um pouco sobre o Dia da Mulher. Coincidentemente ou não, acabei tocando no assunto num vídeo para um trabalho da faculdade e fiz mais uma reflexão por aqui.

http://pequenaaventureira.blogspot.com/2016/03/um-dia-de-flor-um-ano-de-espinhos.html 


Só avisando que SIM, EU COMPLETEI O DESAFIO,  passei 40 dias como vegetariana. Mas não, não vou dar detalhes porque vou fazer um postzinho só para isso. Inclusive, tem uma vegana adepta do crudismo na minha turma de jornalismo. Estou a fim de entrevistá-la qualquer dia desses.

http://pequenaaventureira.blogspot.com/2016/03/on-road-projeto-fotografico.html

+ On The Road (Projeto Fotográfico) 

Não vou viajar tão cedo por causa da crise, mas não deixo de falar de viagem aqui no blog. Participei do projeto fotográfico do grupo Bloggers Out and About sobre estradas e aproveitei para fazer um apanhado de todas as road trips que já fiz e compartilhar algumas histórias com vocês. Foi bem nostálgico fazer esse post, tanto que achei até meio injusto não compartilhar com os envolvidos nessas aventuras. Mas sabe como é né... Não é muito do meu agrado que as pessoas próximas demais leiam meus textos. Ainda preciso superar isso.

http://pequenaaventureira.blogspot.com/2016/03/rock-in-rio-queen-adam-lambert.html

+ Rock in Rio: Queen + Adam Lambert | #RockInRoad

Também falei do fatídico e maravilhoso show do Queen no Rock in Rio. Tentei colocar em palavras tudo o que senti no dia, da forma mais sincera possível. E me desculpem o texto longo, não pude poupar minhas palavras. Enfim, não deixem de conferir. Quem é fã de alguma coisa vai me entender.

+ Cinema: Lançamentos de Março

E como não poderia deixar de ser, tivemos o nosso tradicional post dos lançamentos do mês.

E na vida de vocês, o que rolou no mês de março? Me contem!