quinta-feira, 31 de março de 2016

On The Road: Histórias de Estrada



Não é pintura, não é wallpaper do Windows, não é obra de um fotógrafo da Nat Geo. É apenas uma foto tirada de qualquer jeito de dentro do carro por mim, lá nos Andes. Com uma paisagem dessas também né... Surpresas de estrada.

Já estava com saudade de projetos fotográficos e blogagens coletivas por aqui, depois do hiatus (snif) do Rotaroots, estou sem participar de nenhum há um tempão. Até que, que conheci no blog da Livs mais um grupo lindo e maravilhoso na minha vida de blogueira, o Bloggers Out and About, especializado em blogs de viagem. Amo!

E um dos temas do mês de março era justamente um projeto fotográfico sobre estradas.  É engraçado porque enquanto a maioria das pessoas reclamam de viagenzinhas de uma hora e meia para o interior do estado, eu falo que foi moleza atravessar o continente, haha. Se por um lado tenho preguiça de trânsito e sonho em rodar a cidade de metrô e bicicleta, não vejo a hora de tirar a minha habilitação e ter a oportunidade de pôr o pé na estrada.Tenha meia hora de conversa comigo e você já vai saber pelo menos uma história das road trips que já fiz com a minha família. Enfim, vamos às fotos e senta que lá vem história.

São Miguel das Missões, RS - 2007
Já tinha feito algumas viagens de carro, mas eu ainda não tinha nem saído do Nordeste. Até que, com os meus oito anos, meu pai levou minha mãe e eu num Classic 1.0 para um tour pelo sul e sudeste do Brasil, de Maceió até Porto Alegre. Eles fizeram essa viagem com meus tios em 96 e queriam repetir a dose. Visitei Minas, São Paulo, Rio, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e o RS. Foi uma das viagens mais marcantes da minha vida, meu primeiro contato com o mundão, quando comecei a conhecer o meu país e até pude pisar fora dele. A partir daí, eu comecei a ficar maluca por viagens e... bem, acho que não tivemos muitas mudanças. Haha. Para falar a verdade, essa viagem merece um post gigante, mesmo que seja quase 10 anos depois.

Piranhas, AL - 2011
Quem disse que só as viagens longas são importantes? Tenho ótimas memórias das minhas viagens pelo estado. Lembro das minhas idas ao sertão, quando meu pai fazia uns trabalhos na região. O sertão tem seu charme, sua beleza e interessância (para dar uma de Xico Sá). Até tinha meus momentos de estar de saco cheio daquilo - confesso -, no mais, eu adorava. A conversa, o som do carro, o livro que eu lia dentro do carro com o sol a pino. Abro o baú da minha memória e parece que sinto o cheiro da saga Crepúsculo e do UNO velho da empresa. Também lembro das vezes que fomos ao semiárido só a passeio. Já perdi as contas de quantas vezes fui a Piranhas,  o lugar é lindo demais. Quando vier a Alagoas ou Sergipe, tente dar uma passadinha por lá, você não vai se arrepender.
Em algum lugar entre Maceió e Fortaleza - 2013

Depois de conhecer uma boa parte do Brasil de Maceió a baixo e ter feito um mochilão na Europa, já me achava A experiente. Bobinha. Só em 2013 fui conhecer um pouquinho mais do Nordeste além de Sergipe, Bahia e Pernambuco. Não foi uma viagem tão longa, passei por João Pessoa, Natal e Fortaleza. Para ser sincera, não foi o suficiente para conhecer muita coisa. Já voltei a Fortaleza outra vez para um jogo da Copa, mas eu ainda não acho que conheço o Nordeste. Tenho que fazer outra dessa algum dia (vai embora, crise!). 

San Pedro de Atacama, Chile - 2013
Até agora essa foi o meu recorde. Quer dizer, meu não, eu sou só uma passageira. Engraçado, falo como se eu tivesse feito algum esforço. É fácil pagar de aventureira só sentando e esperando chegar no destino, enquanto olha a paisagem passar pela janela. Enfim, meu tio chamou meu pai para ir até o deserto do Atacama, no Chile, e como ele é rato de viagem, não resistiu. Foi bem rápido, quando me dei conta, já estava na estrada. 

Não sei se estou errada, mas foram uns cinco dias, sem contar a parada de descanso de dois dias em Foz do Iguaçu. A ida foi super de boa até a aduana chilena. O inferno tem nome. Se passar pela imigração já é chato em vias normais, imagina com uma demora do cacete numa altitude gigantesca? A sensação é bizarra, parece que a sua cabeça triplica de peso e a dor de cabeça é imensa. Mas depois dali, o pior já tinha passado e no mesmo dia eu já estava aclimatada com a altitude. Na volta, a parte da imigração foi mais tranquila e até Foz do Iguaçu foi tudo uma maravilha. Já de Foz para Maceió foi mais puxado. Não é coisa para qualquer um não, viu! Bom, foi uma viagem maravilhosa. Preciso rodar toda essa América do Sul inteira o quanto antes!

San Pedro de Atacama, Chile - 2013
Outros pequenos percursos dos quais eu não poderia deixar de falar foram as vezes que fui a Recife com meu pai, um bate-volta para resolver problemas de outras viagens. Valorizo esses momentos porque, por mais que eu viaje bastante só com ele, não consigo ter tanta proximidade assim no dia-a-dia. E nada melhor do que se trancar dentro de um carro por umas três horas para trocar uma ideia.  

Uma vez fomos ao Aeroporto de Guararapes só para ver se o voo da passagem para Frankfurt que compramos realmente existia. Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Se na época já achamos estranho de uma passagem de 500 reais, hoje com a crise pode ter certeza que é golpe. Deu tudo certo. Em 2014 fomos atrás dos nossos ingressos do jogo da copa em Fortaleza, Alemanha e Gana. Nesse dia, lembro que os pneus furaram... Foi um problema. Mas até que gosto dessas histórias. E de qualquer forma, também deu tudo certo. 

Algum lugar perto de Porto Seguro, BA - 2015
Ah, meus verões na Bahia. Ano passado passei alguns dias de férias em Porto Seguro, Morro de São Paulo e Salvador, mas já tinha ido para Porto Seguro e Salvador outras vezes. Sem contar que todas as vezes que fui para o sul de carro, passei por lá. Também né, esse estado é gigante. Da última vez, voltei até falando baianês, meu rei.

Algum lugar perto de Blumenau, SC - 2015
Essa foi outra viagem para lá de especial. Íamos só para o Rock In Rio, mas aí a viagem começou a se estender e quando vimos estávamos já fazendo quase outro tour pelo Sul e Sudeste. Foi marcante porque fui a shows, revisitei lugares que não ia há 7 anos... Enfim, já falei dessa viagem por aqui, e ainda tenho muito o que postar. Pontual como sempre, né? Aguardem, haha. 

Palmeira dos Índios, AL - 2016
Por último e não menos importante... Palmeira dos Índios. É a cidade natal da minha mãe, vamos sempre lá visitar meus avós. Quando era menor, amava o lugar. Porém, com o tempo, acho que não é segredo para ninguém que eu criei uma grande antipatia pela cidade. Tive meus motivos. Hoje, como em quase tudo, desradicalizei. Consigo separar as coisas e voltar a enxergar beleza naquele ambiente. A conversa na cozinha regada a café e bolacha com quem quer que apareça pela casa do meu avô, o sono de um fim de semana inteiro, as frutas que levo para casa e o rádio ligado no jogo de domingo na volta para casa. Não sei se eu chamaria de viagem, mas falando de estrada, eu não poderia deixar essa de fora. É bom escrever sobre para não deixar que algumas situações me façam esquecer das coisas boas. Bom, mas isso é pauta para outro post.


Essas foram minhas fotos preferidas na estrada. Tentei enxugar o post ao máximo para não cansar tanto a vista de vocês, mas acho que ainda vou ter que rebolar muito até aprender a resumir. Quem sabe com uns dias em Palmeira, invocando a alma de Graciliano, eu consiga alguma coisa? Haha. 

FOCO, ALICE.

Enfim, contem-me suas histórias road trips. Sou toda ouvidos. Besos.

2 comentários:

  1. Olá Alice! Adorei as fotos, vi seu post lá no Bloggers out and about, você já viajou muito pelo Brasil, fiz algumas viagens de carro quando era mais nova, deve ser bacana demais viajar com a família e rodar o continente.

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    1. Viajar de carro é uma delícia, né? AMO. É sim, bem legal. Fico feliz que tenha gostado das fotos. *-*

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