sábado, 22 de agosto de 2015

Jornada da Abelha: Catedral da Sé, Pacaembu, Estação da Luz e Mercadão


Parte dois da série de posts da minha viagem para São Paulo! (EEEEEEE) Para quem ainda não viu, coooorre para conferir a parte um. O segundo dia foi oficialmente escolhido como o dia de turistar. Sabe aqueles programas que todo mundo faz quando vai a algum lugar? Então. Depois de pesquisar por horas lugares interessantes e diferentes para visitar, acabamos no clichêzão mesmo. Só faltou o Banespão para fechar o pacote. Mas nada contra clichês, viu? Turistar é bom demais, de qualquer jeito.



"Não dá para ir para São Paulo sem ir à Catedral da Sé." Eu já fui uma vez e, na boa, é um lugar lindo e tudo mais, porém só passava pela minha cabeça que eu estava perdendo o nosso precioso tempo de viagem que poderíamos estar gastando com coisas bem mais interessantes. Para a minha tristeza, nem as fotos ficaram legais, o sol não ajudou em nada. Além disso, quem já foi lá sabe que a área não tem uma aparência muito tranquila. A praça da igreja é cheia de usuários de drogas, infelizmente.



Próxima parada: Pacaembu. Esse sim foi um programa que eu quis ir. O Museu do Futebol ainda não existia da outra vez que fui à capital paulista e como sou aloka do museu, não podia deixar de conferir. Não acompanho muito o esporte, a não ser em época de copa, ou final da Champions, confesso. De qualquer, sou uma São Paulina fajuta e acho esse universo muito bacana.


Sobre o Museu do Futebol, com certeza vale a visita. Não tenho fotos lá dentro porque é proibido. O ambiente é bem lúdico e interativo, conta toda a história dessa paixão mundial tim tim por tim tim sem ser chato. Mesmo quem não gosta de museu vai gostar, vai por mim. Ainda dá pra jogar totó (ou pebolim para os posers) e tentar a sorte nos pênaltis. Preciso nem dizer que eu fui um horror né?



Depois, fomos à Estação da Luz, onde supostamente encontraríamos meu primo que mora lá e sua esposa para ir conosco ao Museu da Língua Portuguesa. Até aí tudo bem, tudo lindo. Se eles não tivessem nos deixado lá, plantados. Vimos a estação, esperamos, entramos no museu, visitamos o museu inteirinho, esperamos mais...






Essas fotos da Estação da Luz são nostalgia pura. Lembro das diversas estações que frequentei lá na minha Eurotrip... Saudades. Saudades. Saudades.



O Museu da Língua Portuguesa era um lugar que eu estava muito afim de conhecer. E realmente ele se mostrou muito interessante. Apesar de não ser tão fã de português assim, adoro escrever e acho super legal saber as curiosidades da língua. De onde veio? Qual a etimologia da palavra? Para onde vai? Segue o mesmo estilo interativo do Museu do Futebol. Amei.


Saímos do museu com uma puta fome, meu. Íamos comer qualquer coisa por ali mesmo, até que finalmente meu primo chegou. Ele disse que por ali não tinha comida boa e nos arrastou para o famoso merrcadão (é para ler com o r de paulista, viu?) para comer pastel. Hummy.

Parece uma boa ideia, mas não foi não. Já estávamos muito cansados, mortos de fome, depois de andar quilômetros no sol e subir e descer de ônibus, metrô e taxi. Para acabar de completar, até o Mercado Municipal, tivemos que pegar mais metrô e subir ladeiras na região da 25 de Março. E não foi o fim, ao chegar lá... filas e mais filas para comer um pastel às quatro da tarde.

A mulher do meu primo falou que em São Paulo se mede a qualidade de um lugar pelo tamanho da fila. Quanto maior, melhor. Esses paulistas... Sou apaixonada pela cidade, mas pensar nas filas intermináveis acaba com toda a minha paixão pelo lugar. Alagoano não tem paciência para isso não, viu? Tanto que meu pai passou muito mal, quase desmaiou. Não foi legal. Ficamos muito putos porque essa ida ao mercadão melou toda a nossa programação. Tá certo que não é um mero pastel, é O pastel. Mesmo assim, essa parada não dá pra mim. 


Depois de algumas horas, sentamos e pedimos. Que puta alívio, mano. Tentei esquecer o inferno que passamos para chegar ali e até que passamos um bom momento juntos. É o tipo de experiência bacana, mas não foi feita para ser repetida por motivos óbvios. Pedi um pastel de queijo e meu pai foi no tradicional pão com mortadela. É um bom pastel de queijo, amo pastel. No entanto, queridinho, com aquela fila, para nunca mais.

Saímos de lá sem a menor condição de fazer mais alguma coisa. Quer dizer, eu até que topava, o problema era meu pai, que já teve um piripaque. Além do mais, tínhamos que aproveitar a caroninha marota com o primo. Voltamos de metrô até onde ele tinha estacionado e ele nos levou no hotel, que também é bem pertinho da casa dele. Dessa vez, só vimos o Rock in Rio e puff, dormimos.

Vocês conhecem esses lugares? O que acharam? E sobre filas? Também odeiam? Contem-me!






quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Tatuagens que eu farei (um dia)


Falei recentemente, meio que indiretamente, sobre essa coisa de tatuagem por aqui, mas isso não tem nada a ver com o que me trouxe a falar sobre o assunto por aqui de novo. É que aconteceu um fato... engraçado.

Fiz a minha primeira tatuagem!

EEEEEEEEEEE

Provavelmente você foi mais um dos trouxas que caiu nessa. Essa âncora aí, amiguinhos, é de canetinha. Fiz isso na escola, quando cheguei em casa, fiz a pegadinha com a minha mãe. E não é que ela não só acreditou como duvidou que tudo não passava de uma piada? Foi um escândalo. Juro que se eu tivesse gravado, toda internet estaria rindo da reação dela. Eu fiquei foi apavorada. Bom, se isso serviu de alguma coisa, foi para eu nunca, nunquinha, vir para casa com esse tipo de surpresa.

Sempre quis marcar a minha pele. Sempre sempre sempre. Tanto que eu pareço uma criancinha me riscando loucamente. Além de babar com os trabalhos do Miami e LA ink, tatuagem para mim é uma forma de contar histórias, de mostrar ao mundo quem você é ou pelo o que você passou, uma maneira de dizer coisas a si mesmo todos os dias até o fim dos deles. Enfeita o corpo. É arte.

Claro que nem sempre as coisas saem bem. Por isso, não custa repetir que é essencial procurar um bom profissional e ter certeza absoluta do que se quer. Posso falar por mim, apesar do desejo de fazer tatuagem, decidi esperar pelo menos até os 18 anos para fazer a minha primeira. Ok que mesmo se eu quisesse fazer agora eu não poderia porque meus pais são completamente contra, mas ainda que tivesse permissão, esperaria. Pelo menos metade dos desenhos do post eu já quero fazer há anos, e vou passar mais alguns amadurecendo completamente a ideia para não me arrepender de jeito nenhum.

Nem tão cedo farei uma tatuagem, porém não custa sonhar né? Por isso, fiz um apanhado das tatuagens que pretendo fazer um dia aí na minha vida para mostrar a vocês. Sei lá, adoro esse tipo de post.


Tatuagens com frases são lindas né? Sobre a primeira tattoo, o que mais me chamou atenção foi o local. Nada óbvio, discreto e interessante. Não sei o que, mas com certeza quero fazer alguma frase com fonte tipográfica nessa região.

Wanderlust: palavra em alemão (♥) que significa desejo de viajar. Não preciso explicar o porquê dessa né? Eu só mudaria o local, quero declarar meu desejo de viajar na costela. Acho lindo.

As aspas têm a ver com o meu gosto pela leitura e escrita. É um sinal bonito e ainda vem de brinde com uma metáfora sobre a vida ser uma citação. Só mudaria o local, faria as duas separadas nos dois braços ou nos ombros. Também quero tatuar reticências porque sou muito prolixa, reticente, nunca consigo terminar as coisas, e, bom, se você ler o que escrevo, saberá que uso e abuso deste sinal infame...

♥ Fernweh: outra palavra em alemão (♥), significa algo como "saudades de viajar".



Se eu tenho alguma certeza na minha vida, pelo menos no ramo das tatuagens, é que eu quero fazer uma rosa dos ventos no antebraço. Sempre fui apaixonada por esse desenho desde os livros de geografia, depois, me vi uma travelholic e foi só juntar o útil ao agradável. Adoraria que essa fosse a minha primeira tatuagem mas como é um desenho razoavelmente grande, acho melhor começar por algo menor. A grande dúvida agora é sobre o estilo e as cores da tatuagem. No início queria algo mais simples, mas fiquei louca pela segunda tattoo. O que acham?



Mais uma rosa dos ventos... O que me chamou atenção aqui foi o estilo da tatuagem, essa tinta branca é muito legal. Quero ter uma no estilo, mas não uma rosa dos ventos.

Let it go... Uma vez me colocaram o apelido de rainha da Sibéria de tão fria que sou. Ou melhor, tão fria quanto pareço. Se você colocar uma câmera escondida no meu quarto, saberá que isso não é de toda verdade. Tenho um lado quente até demais. De qualquer forma, o apelido que era para ser pejorativo até que me agradou. Isso aconteceu bem na época de Frozen, e putz, como eu amo esse filme. Até me fantasiei de Elsa no carnaval. Por isso, e por ser algo bem bonito, quero tatuar meu floquinho de neve. Para balancear a temperatura, pretendo fazer também uma pequena chama, uma coisa em cada braço. Quem sabe assim eu me torno menos desequilibrada.


Ok, essa coisa de listra de meia calça na perna é puramente estética. Pode parecer meio brega, sem noção, sei lá.  As das fotos são muito legais, mas acho que vou fazer algo ainda mais simples. Um detalhezinho mesmo. Enfim, quero fazer e pronto. Hm. Haha.





Ampulheta, além de um formato de corpo belíssimo, é um objeto perturbador. O tempo em si é perturbador. A ampulheta representa perfeitamente isso, nos lembrar que o tempo passa. Pensar em morte e tudo mais me deixa mal e me dá angústia, porém, é só com a consciência de que nós não temos todo tempo do mundo, que vamos aproveitar os grãozinhos da nossa ampulheta da melhor forma possível. Quero ter uma no meu corpo para sempre me lembrar disso.

Não basta marcar num desenho no papel por onde já passei, eu teria que marcar na pele. A ideia de ter um mapa mundi tatuado e ir preenchendo aos pouquinhos conforme eu fosse conhecendo novos lugares é incrível mas percebi que para a ideia funcionar eu teria que fazer um muito grande e não é bem o que eu quero. Achei melhor então fazer um mapa menor mesmo, coloridinho.


♥ Comecei a observar o céu de forma diferente depois que fui ao deserto do Atacama. Infelizmente, na cidade, não dá para ter aquele céu de tirar o fôlego. Mesmo assim, todos os dias quando vou à padaria paro para contemplar as estrelas. Me julguem, mas gosto de tatuagens de estrelas desde que vi a da Rihanna na nuca. Depois das Panicats, entretanto, com aquelas estrelas vazadas no ombro, criei um preconceito gigantesco com as pobres estrelinhas. Bobagem. Assim nas costas, como constelações, confundidas como pequenos sinais, são lindas e discretas. 

Essa tatuagem está mais para piada interna. Não tenho religião, mas sou daquelas que a força do hábito ainda leva a falar o nome de Deus em vão centenas de vezes ao dia. Por isso, comecei a trocar o D pelo Z. Tem problema em invocar o chefão do Olimpo? Não sei. As nuvens com raios ou só raios, não sei, me lembram Zeus, e, sei lá, seria interessante tatuar algo relacionado a isso.

Lâmpadas para iluminar minhas ideias, por favor. Estou precisando. Quero riscar uma na nuca, com o fio descendo da cabeça, de cabeça para baixo. Ideias ideias ideias.


O arco e flecha tem dois significados distintos. O primeiro tem a ver com o meu signo, sagitário. Confesso que meu ceticismo é meio estranho. Não é que eu acredite em signos, só não dá para negar o quanto me encaixo com o meu. Sou a pessoa mais sagitariana que conheço. Claro que é mera coincidência, mas gosto disso. O segundo tem a ver com outro filme que amo: Valente. Se pá ainda faço outra tauagem em homenagem à Mulan. Me identifiquei com a Merida desde o primeiro trailer - não que eu fosse tão brave como ela -, aquele cabelo, aquele jeitão revolts, aquela mania de fazer o que quer... <333

Descobri essa tatuagem naquele post sobre estilo ponto cruz que eu falei por aqui, achei lindo e que tinha tudo a ver, já que uma das minhas grandes paixões é a moda. Também lembra minha tia, que praticamente me criou junto com meus pais, e é interessante porque parece que foi costurada na pele.

♥ Só um pequeno detalhe a ser descoberto só pelos mais atenciosos.

♥ Apesar de sempre ter achado o desenho da âncora bonito, tinha aversão a essa tatuagem de tanta gente que tatua âncora. Acontece que depois da trollagem com a minha mãe, decidi que o faria mesmo assim algum dia.

E vocês, têm tatuagens? Têm vontade de fazer uma algum dia? Me contem!




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Jornada da Abelha: Voo, Brasília e São Paulo


10 anos depois – ok, só dois – e prestes a voltar para o mesmo lugar viver uma experiência parecida, vou finalmente contar como foi aquela viagem para São Paulo para ver o show da Beyoncé em 2013. Antes tarde do que nunca, né galera?

Não é tão fácil puxar as coisas pela memória. Não é a mesma coisa escrever sobre um momento passado porque sua cabeça muda o tempo inteirinho. Minhas palavras de agora já não são as mesmas da que eu escreveria, sei lá, assim que eu chegasse do hotel. Tenho um diário e sei do que eu estou falando. No entanto, melhor escrever dois anos depois do que daqui a dez anos, ou nunca.

Assim que vi o anúncio da Beyoncé no Rock in Rio, fiquei alerta só esperando os outros shows da tour. Sou fãzona dela desde sempre, não poderia perder de jeito nenhum essa oportunidade de vê-la. Bom, pelo menos faria o possível para isso. Eis que finalmente a Mrs. Carter Tour foi confirmada em Fortaleza, Brasília, São Paulo e BH. A escolha mais óbvia, já que sou de Maceió, seria Fortaleza, mas por incrível que pareça, São Paulo ainda saiu mais em conta. Aí foi só ganhar a bênção do Sr. Dinheiro, comprar os ingressos, passagens, hotel e... morrer de ansiedade.

Meu pai, como sempre, me acompanharia. Só que dessa vez, não foram só nós dois. Mayra, minha prima, entrou na onda também. Incrível né? Mais ou menos. Antes da viagem, nos metemos numa confusão dos diabos, cês nem imaginam. Quase que nós nem entrávamos no avião. Nem te conto o que rolou, só digo uma coisa: cuidado com o que você posta no facebook.





A treta foi pesada mas no fim deu tudo certo. Fomos de Maceió para Brasília e em seguida para Congonhas. Como nem eu nem a Mayra conhecíamos a capital federal, aproveitamos a conexão para fazer um city tour. Embora eu não seja tão fã de ficar num ônibus fazendo um safári urbano, é melhor do que ficar no aeroporto fazendo nada. Não posso dizer que visitei Brasília, mas cara, que ar seco é aquele? Não sei como os brasilienses aguentam.








Mais algumas horinhas de voo... São Paulo! Ah, como eu adoro essa cidade. Já havia ido pra São Paulo antes, aos oito anos, e me apaixonei. A propósito, eu TENHO que falar sobre essa viagem para vocês qualquer dia desses. Pousar em Congonhas, à noite, com todas aquelas luzes nos prédios e a aflição que dá tamanha proximidade deles, foi uma delícia.

Chegamos e fomos direto para o hotel Ibis Congonhas, ali pertinho mesmo. Já tinha ficado em outros hotéis da rede Accor antes e são sempre muito bons, recomendo. Fizemos check-in, nos instalamos e fomos jantar num dos restaurantes dali de perto mesmo. Pedimos lasanha, filé à parmegiana e um hambúrguer. O garçom falou que os pratos eram individuais, pff... individual para elefantes, isso sim. Quanta comida, gente, socorro. Me sinto mal em desperdiçar comida mas dessa vez não consegui.



Voltamos ao hotel e aí foi só alegria. Eu e minha prima pomos nossos pijamas e começamos a festa. Pulamos na cama, rimos, dançamos, cantamos... Ainda vimos os shows do Rock in Rio pela TV, inclusive o da Beyoncé, na televisão. Eu estava numa ansiedade louca. Já sabia todas as músicas de cor e não só isso, toda ordem do show, os interludes e até as coreografias. Meus olhinhos brilhavam. Ai, saudades.

Eu faria um post contando tudo de uma vez, mas vocês sabem que eu falo demais então preferi dividir. Essa é a parte um da Jornada da Abelha - fãs da Beyoncé são chamados assim-, em breve a parte dois e três. Espero que gostem da volta dos meus posts de viagem.

E vocês, já saíram do lugarzinho de vocês só para ver um ídolo? Contem!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Casinha da alma


Nos últimos dias só há um assunto na boca do grupo da família, uma prima de quarto grau tatuou o nome do namorado e vice-versa nas costas em um tamanho... considerável. Para acabar de completar, as boas e más línguas não falam muito bem do tal rapaz que contrasta com a aparente fragilidade e meiguice da mulher que está quase acabando a faculdade. Sabe como é, ninguém imagina a boca que fala manso beijando a boca com aroma de ervas não tão frescas assim.  

Ah, como as pessoas falam – e vão falar sempre. Estou aqui para provar isso. Confesso que amo saber a história de cada um, sou curiosa mesmo, gosto da fofoca. É certo? Claro que não, sempre soube que não. Não é segredo para ninguém o quanto isso pode ser nocivo. É desnecessário. No entanto, seria utópico demais imaginar uma sociedade em que ninguém metesse o bedelho onde não é chamado. Mas, olhe bem para o que você fala. Discutimos a vida do outro em rodinhas de conversa como um bate-bola depois de uma partida de futebol. Isso é bizarro! 

Afinal, quem somos nós? Somos seres superiores? Não! Não somos ninguém. Inclusive, se soubéssemos a verdade absoluta sobre como ter uma vida digna, feliz e bela, a nossa própria vida seria assim. Só que não. Todo mundo vive na famosa merda, falando do outro enquanto falam de você.


Isso me levou a pensar sobre mais coisas. Além do impulso de dar pitaco em cada aspecto da vida do outro, parece que quando se trata do que as pessoas (principalmente mulheres) fazem com o próprio corpo a coisa piora. Ainda que me pareça uma burrice eternizar na pele algo que qualquer pessoa lúcida entenda ser passageiro, o corpo é dela e dele faz o que ela bem entender. Cada um já é bem grandinho para saber o que se faz ou deixa de fazer. É aquela velha conversinha, não pagamos as contas de ninguém, então, que direito temos? E na boa, mesmo se pagássemos...

“A roupa é curta demais”. ”Você deveria colocar silicone”. “Você malha demais”. “É tão bonita, pena que é gorda”. “Não emagrece para não perder a bunda”. “É mais bonita loira”. “Por que você cortou seu cabelo?”. “Você cobre demais seu corpo”. “Nossa, ela não se depila”. “Você vai parecer uma marginal com tatuagens”. "Como você teve coragem de fazer topless?". “Essa roupa não te favoreceu". “Sério que você ainda não transou com o seu namorado?”, “Não acredito que você já deu para ele”. Ah.

Atire a primeira pedra quem nunca falou algo do tipo.  Vai, admite logo, esse é o primeiro passo. Depois, amiga, ou amigo, toda vez que pensar em dizer asneira, reflita. Todo mundo tem espelho. Entenda que se alguém saiu de casa de qualquer forma que seja, foi porque o reflexo – teoricamente - a agradou. É isso que importa. E se não agradou, a própria vai procurar mudar o que a incomoda ou não. Não tem problema algum nisso. 

Já ouviu dizer aquela frase bem batida “Meu corpo, minhas regras”? Ela não podia mais verdadeira. Essa coisinha aqui feita de carne e osso, só pertence a nós e ponto. E dele, amiguinha, você pode fazer o que quiser. Pense que ele é a casinha da sua alma. As regras da sua casa você mesma escreve. Exija que sejam cumpridas tanto quanto você respeita asdos vizinhos. Decore-a como quiser, traga visitas (ou não), cuide dele bem direitinho porque não dá para se mudar dessa casa mas saiba que um dia, não tem como fugir, ela vai ser demolida de qualquer jeito. Com você dentro. 





terça-feira, 11 de agosto de 2015

Apaixonada por Histórias (Paula Pimenta) + Resenha em vídeo



Depois de me apaixonar pelas palavras da Paula Pimenta, agora ela nos conta suas histórias para nos apaixonarmos de novo. Apaixonada por Histórias, o novo livro de crônicas da autora de Fazendo Meu Filme, é um mais do mesmo que a gente nunca se cansa. Pois, segundo ela mesma, a única reclamação de Apaixonada por Palavras, era que as pessoas queriam mais.


Assim como o primeiro livro, são 55 crônicas escritas ao longo de toda a carreira da Paula, reunidas em ordem cronológica num livro lindo de morrer. A propósito, ponto para a Gutemberg, percebi que todos os livros que tenho da editora são muito bem feitos, bonitos e num preço razoável. A linha estética segue a do primeiro livro. A capa é maravilhosa, cheia de detalhes sutis e significativos. O título é cercado por livros em formato de coração, enquanto no pano de fundo, em verniz, está o texto da crônica que dá nome ao livro. Tudo isso em tons de roxinho, cor preferida da Paula. Não é muito amor? Sim, mas tem mais. A fofura nesse livro é mesmo 100 limites. As folhas tem um tom de roxo clarinho lindo e a cada crônica uma frase é destacada com uma fonte diferente em roxo. Sobre a cor das páginas, normalmente prefiro as amareladas, mas não, não me incomodei com as coloridinhas.






“Paula sabe contar histórias como poucos e é dona de uma escrita suave, saborosa, despretensiosa, que fisga o leitor logo nas primeiras linhas.” Não teria melhores palavras para falar da escrita da autora a não ser as que Thalita Rebouças escreveu na orelha de Apaixonada por Histórias.

Quem leu Apaixonada por Palavras, não vai ter surpresas. O estilo é o mesmo, crônicas sobre ela mesma, sobre o amor, sobre o que vê ao seu redor. Tudo isso daquele jeitinho bem leve e gostoso de sempre. Nesse livro, apesar de terem crônicas desde 2001, podemos ver uma Paula mais madura, priorizando os textos mais novos, já que a maioria dos antigos já foram publicados antes. O legal é que a maturidade, aparentemente, não mudou seu jeitinho romântico de ver o mundo.  Inclusive, como até já disse por aqui, cheguei até a discordar dela em alguns pontos. E não tem problema algum nisso. Livros são para isso mesmo, ver o mundo com outros olhos.

De verdade, só tenho uma reclamação a fazer: quero ainda mais.


Ah, não poderia deixar de mostrar o meu autógrafo lindão da Paula né?