terça-feira, 28 de julho de 2015

Carta ao leitor amigo

http://weheartit.com/entry/190499124/search?context_type=search&context_user=sumejjaporca&page=6&query=nerd

Caro leitor,

Essa é para você. Que a carapuça lhe sirva, ou não. Você não é meu melhor amigo. Sabe, não acredito isso. Ninguém é melhor ou pior. Cada pessoa que entra na sua vida, veio para contribuir de alguma forma diferente. Algumas duram muito tempo sem significar tanta coisa, outras só precisam de um piscar de olhos para mudar sua existência. Não sei em que categoria você se encaixa, nem procuro isso. Mas você está me lendo, e isso já te dá uma importância absurda.

Você foi escolhido por uma questão de justiça e prática. Afinal, cartas são feitas para serem lidas. É engraçado conviver com uma pessoa por tanto temo e só conhecê-la mais de meia década depois. Embora ainda  nem tenhamos tantas histórias juntos para contar, você já sabe boa parte das minhas e vice-versa. Tem noção de quantas horas conversávamos diariamente?

Eu sou seu mal caminho. Sua vida é um trem expresso para o sucesso. A minha viaja num trilho cheio de curvas, sem destino. Você me ajuda a não descarrilar. Fui a segunda melhor professora das melhores coisas inúteis, enquanto você tentava me ensinar coisas úteis que me levaria a algum lugar. Te agradeço pelo apoio, peço perdão pelo meu desperdício.

Guardo para mim a minha opinião sobre alguns de seus outros amigos. Portanto, não direi a verdade, só a verdade, somente a verdade. Algumas coisas a gente não precisa ouvir. Mas eu, euzinha, não sou como eles. Não quero te sugar. Não sou uma parasita. Que nota você dá pra mim por não notar tanto assim suas notas?

Falo por códigos só para enganar a mim mesma. Sei que você já entendeu o início, o meio, e provavelmente já sabe até como será o fim das minhas histórias. Sabe nomes, telefones, endereços e os documentos. Você se faz de idiota só para me deixar mais confortável. Continue assim. Inclusive, faça de conta que nem escrevi nada para você por aqui.

Amigo, não parece que vamos ter muito tempo até ganharmos o mundo. Temos que viver nossas próprias histórias. Coisas que vamos contar para os filhos que não pretendemos ter. Ou melhor, coisas que não contaríamos nem para a nossa sombra. Temos um quarto de ano para não pôr nenhum plano em prática. Vamos praticar a juventude? Juntos.

Fica, se puder. Vai, se a vida te levar. Lembra, se eu for tão inesquecível quanto você.

Saudações,
Sua amiga escritora.

Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo ROTAROOTS - Blogueiros de Raíz. 
O tema do mês foi Carta prx(s) melhor(es) amigx(s), clique aqui para ler mais.







domingo, 26 de julho de 2015

7 coisas que você precisa saber antes de criar um blog



Você tá pensando em criar um blog? Ótimo, blogar é incrível mesmo. Mas cê sabe bem onde você tá se metendo? Olha, não sou nenhuma blogueira pop não, só que já tenho um tempinho nesse ramo, já deu para aprender algumas coisinhas. Antes de criar um blog, é bom saber de algumas delas. E eu vou te contar. 

1 Você não vai ficar rica e famosa com o blog

Amiga, deixa eu te contar, você não vai ser a nova Bruna Vieira. E se sua motivação para blogar tem a ver com cifras e flashes, acho bom você rever seus conceitos. Vou falar por mim, é claro que eu adoraria trabalhar com isso, montar na grana, ganhar maquiagem da MAC, viajar de graça, passar um fim de semana numa mansão com a Camila Coutinho, quem não quer? Só 1 entre 10 blogueiros chegam a esse patamar, e posso dizer que quase todos - ou todos eles -, não tinham a menor pretensão de enriquecer no início. Não estou querendo acabar com os sonhos de ninguém porque também tenho os meus, a questão é que, se você já começar o blog como um negócio, vai se tornar algo artificial. Veja que a maioria começou como um desabafo ou brincadeira, de forma espontânea, as pessoas gostaram, as oportunidades foram aparecendo e só. Blogue porque é bom, é uma terapia. O resto é consequência.

2 Você precisa ser verdadeira

Você precisa ser verdadeira. Sim, precisa falar do que gosta, falar a verdade, falar o que pensa. Precisa ser você. Não adianta forçar ser alguém que você não é. Fica artificial, todo mundo percebe e ninguém gosta. Imagina você, que é toda fofa e tímida, querendo dar uma de Kéfera no Youtube ou uma garota que não aguenta nem quatro horas de viagem de Maceió para Recife pagando de aspirante a Nômade Digital? Não dá né? Concordo que nem tudo de nós é para ser colocado na internet, mas isso é fácil de resolver. Ou fique calada, ou fale o que pensa, do seu jeito. Não tente ser ninguém. Mostre sua personalidade e seja feliz.


3 Prepare-se para ser julgada.

Se você quer blogar, você vai ter que se expôr. A não ser que seja uma blogueira anônima, o que é muito legal, mas muito complicado para mim. E com toda essa exposição - das suas ideias, da sua imagem, do seu conteúdo, da sua rotina, do seus gostos - você vai ser julgada. Não precisa nem fazer um mega texto dando opinião sobre um assunto polêmico. Qualquer coisa que você fizer, você será julgada. E a quantidade de julgamentos é diretamente proporcional à fama do seu blog. Quanto mais gente te conhece, mais gente põe defeito até onde não existe. Inclusive sua família e amigos. Gente, é sério, já tive tantos problemas por causa disso. Chega uma hora que a gente aprende a evitar ouvir o que não se quer ouvir. Aprendemos a nos calar. Para mim, essa é uma das partes mais complicadas. Ser verdadeira, autêntica, falar o que penso, ter que lidar com a opinião de pessoas conhecidas e não me prender por isso. Mas não se preocupe, use o filtro do bom senso e ligue o foda-se.
Saudades dessa época </3

4 ♥ Você vai conhecer muita gente legal (e outras nem tanto)

Não vai caber nos dedos o tanto de gente inspiradora que você vai conhecer - as vezes pode até ser amiga de algumas delas. Quem sabe até você não se torne inspiração para alguém? Não sei se isso já aconteceu comigo alguma vez, mas eu com certeza ficaria muito feliz por isso. Nesses sei lá quantos anos de blog, fiz muitas amizades. Infelizmente, essas amizades podem ser bem efêmeras. Hoje, não tenho contato com quase ninguém, nossos mundos mudaram. O que não significa que eu não tenha passado momentos incríveis com elas, seja virtual ou pessoalmente. Por outro lado... A blogosfera também é recheada de gente chata (Segue de volta?) e interesseira. Afinal, nem toda todo mundo é verdadeiro. Falsiannes estão em todo lugar...

5 ♥ Muitas ideias = pouco tempo / Muito tempo = poucas ideias.

O que é pior, bloqueio criativo ou falta de tempo? Não sei, mas você vai ter que lidar tanto com um tanto com outro. A quantidade e qualidade de ideias é inversamente proporcional ao seu tempo. Sejamos sinceros, todo blogueiro já fez pelo menos alguma vez na vida um postzinho para encher linguiça. Tá, ninguém vai morrer por isso. Porém, se você realmente não tem exatamente nada para falar, seja pelo motivo que for, não fica enchendo teu blog de besteira não, vai por mim. Bloqueio criativo é um saco mas, por incrível que pareça, faz parte de todo processo. Outra coisa que vai acontecer inúmeras vezes é ter milhões de ideias e, por algum motivo, não ter tempo para colocá-las em prática. Ou sei lá, mil e uma dificuldades vão aparecer do nada. É lasca, viu. Não é tão fácil quanto parece.

6 Você vai se aprimorar.

Você vai estar sempre escrevendo, ou seja, vai dar um super upgrade na sua escrita. E nem precisa escrever textos imensos e complexos não. Qualquer blog, seja de qual assunto for, tem que ter uma texto legal. Claro que você não vai começar como o mais novo Machado de Assis, mas, aos pouquinhos, vai perceber errinhos, consertar, formar seu estilo, tornar a leitura mais agradável. Suas notas em redação agradecem. E não é só isso não. Se você fala de livros, provavelmente, lerá mais. Se você fala de moda, vai se vestir cada vez melhor. Se você fala sobre viagens, vai conhecer destinos e truques que a maioria não conhece. Quem produz conteúdo tem que estar sempre estudando sobre aquilo que fala. Se você tem um blog pessoal, fala de tudo e nada ao mesmo tempo -tipo eu -, vai aprender um pouquinho de cada coisa e, no meio disso tudo, vai acabar até se conhecendo mais um pouquinho. Fora que, como a maioria tem que se virar sozinho, acaba se tornando um pouco fotógrafo, um pouco editor, um pouco ilustrador, um pouco web designer e por aí vai...

7  Você vai amar tudo isso

As vezes vai dar uma puta canseira disso tudo. Você vai jogar tudo para o alto e deixar pra lá. Passar meses sem escrever uma palavra. No entanto, na real, é bem provável que apesar dos pesares, você se apaixone por esse mundo. E não queira sair dele nunca. Blogar é bom demais, pessoal. <3


Esse post faz parte da blogagem coletiva do Grupo Hello! do Facebook.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Resenha em Série: Pablo Escobar, O Senhor do Tráfico


Nunca fui muito de assistir séries, nunca conseguia começar a assistir uma, sequer acompanhar até o fim. Porém, quando encasqueto com uma, é vício na certa. Já que acompanhar pela tv é quase impossível para mim e pela internet é um saco, o Net Now veio para me dar uma forcinha.  

Quem me recomendou essa série foi - olha só - meu pai. Era engraçado porque ele ficava comentando as histórias do Pablo para todo mundo. Bom, férias, tempo ocioso, vários nadas para fazer... Sacomé, fui ver.

Baseada no livro A Parábola de Pablo, de Alonzo Salazar e a proposta de Pablo Escobar, O Senhor do Tráfico, produzida pela tv colombiana Caracol, é desmistificar a imagem dessa figura para as novas gerações que não viveram o horror da época em que ele esteve no comando. Abrindo com a frase "Aquele que não conhece sua história está condenado a repeti-la", deixa claro que a intenção não é cultuar a imagem do traficante, já que essa ainda é uma questão delicada por lá. Criadores da série, Joana Uribe e Camilo Cano, são familiares de duas das mais notáveis vítimas de assassinato Escobar, o candidato à presidência Luis Carlos Galán e o jornalista Guillermo Cano, por exemplo.



Para quem não sabe, Pablo Emílio Escobar Gavíria foi o maior chefão do tráfico de todos os tempos, além de personagem chave na história contemporânea da Colômbia. Para vocês terem uma ideia, no auge do Cartel de Medellín, lá nos anos 80, eles tinham nas mãos cerca de 80% do tráfico mundial de cocaína e Escobar chegou até a ser eleito o sétimo homem mais rico do planeta pela Forbes.

Não é muito difícil entender porque a série se chama El Patrón del Mal no título original pois para ter tudo o que teve, muito sangue foi derramado. Envolvido em guerras contra cartéis concorrentes, com o governo e até com membros da sua própria organização, O Senhor do Tráfico gastou muitas balas e dinamites, assassinando desde bandidos inimigos a sócios, capitães a soldados, juízes a Ministros da Justiça, candidatos à presidência a jornalistas e no meio disso tudo, muitos, muitos inocentes. Calcula-se cerca de 5 a 10 mil mortes atribuídas a ele.

Por outro lado, era muito querido em sua cidade, sendo considerado até um novo Robin Wood lá pelas bandas de Medellín. Foi eleito vereador e deputado, sonhava em ser presidente da República. E no meio dessa loucura toda, ainda dá pra ver um lado humano nesse cara ao vê-lo chorar desesperadamente pelos familiares mortos ou chamando a filha de algodãozinho.

A série para mim se mostrou mais que uma mera telebiografia del Patrón. Refleti bastante, inclusive, reconheci aqui no Brasil mesmo diversas situações parecidas. Polícia corrupta, políticos idem. Ou joga o jogo ou... Bang bang. O sistema é bruto, amigos. O dinheiro leva o ser humano a fazer coisas absurdas. Quanto a Don Pablo, não sei vocês, mas ele me lembra muito uma versão contemporânea de Lampião com um pouco mais de dinheiro e até tem um quê de Hitler sem tanto poder (nem aquele racismo nojento).


No Brasil, Pablo Escobar, O Senhor do Tráfico passa no canal Globosat + e como de costume não oferece versão em áudio original. Inclusive, não sei porque cargas d'água nenhum canal da globosat oferece essa opção.  Gostaria de treinar o pouco de espanhol que tenho, poxa. A dublagem é sofrível, foi a única coisa que me incomodou. Mas não se preocupem, encontrei no youtube dublado, em espanhol sem legenda e, se não me engano, espanhol com legenda em inglês.

Você só vai precisar de fôlego, porque são 72 capítulos de 45 minutos. Quase uma novela, né? Porém, se você se interessa pela história contemporânea da América Latina, gosta de biografias, quer entender como as coisas nesse ramo funcionam ou sei lá... Pode começar a assistir, tipo, agora.



De tão interessada no assunto, pesquisei loucamente sobre o Cartel de Medellín na internet - além de pesquisar passagens para a Colômbia e procurar cursos de espanhol, hihi - e descobri que vai rolar outra série sobre o assunto no Netflix. E mais, será digrida por José Padilha (o mesmo de Tropa de Elite, que eu adoro). Sabem quem vai interpretar o Pablo? Wagner Moura. Achei meio nada a ver, até o próprio Wagner disse que não se achava a melhor escolha para o papel, mas... ele é muito foda, vamos ver no que vai dar. Pelo que vi, Narcos tem um ponto de vista mais americanizado então não sei muito bem o que esperar. Verei e contarei o que achei para vocês.

Ah, vou sempre fazer resenhas de séries, filmes, livros e de qualquer coisa que achar legal por aqui. O que acham?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Férias Cinéfilas: Filmes que vi no recesso de inverno

let's fly together. ♥ | via Tumblr
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Estava mais do que na hora de falar de outra coisa a não ser dos meus próprios complexos e devaneios que não levam a nada. Enfim, agora vamos falar de filmes. Pois é, finalmente tirei o atraso e consegui ver um monte de filmes (quer dizer, para os meus padrões) nessas férias. Nunca tive o hábito de acompanhar as produções e além de ter muita vontade de conhecer mais o undo do cinema, sempre ficava boiando quando os meus amigos falavam sobre o assunto. Estou cada vez mais interessada, e já que não ando tendo muito capital para investir nos meus livrinhos, vou pelo menos vendo um filme.

Ok, chega de bla bla bla. Pensei em fazer uma resenha decente para cada filme mas percebi que não ia rolar, além do mais, não entendo muito de cinema então não acho que eu tenha muita propriedade para falar do assunto (não que eu tenha para falar de qualquer coisa). Só não me contive em fazer meus comentários, que não é de gente entendida do assunto, porém é de gente que não aguente não dar um só pitaquinho sobre tudo. Aproveitei e coloquei estrelinhas porque sei lá, é legal. Bom, é isso aí

✪ Muita Calma Nessa Hora 2

Vamos começar pelo pior, coincidentemente, o único nacional da lista. Não que eu ache que filmes nacionais sejam ruins, inclusive gosto muito de Muita Calma Nessa Hora mas essa sequência fez jus ao meu pé atrás com continuações e decepcionou. Como no primeiro filme, o segundo é um relato das aventuras de quatro amigas - Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni), Aninha (Fernanda Souza) e Estrella (Débora Lamm) - praticamente só mudando o cenário, de Búzios ao Rio, num festival de música, onde praticamente tudo (e nada) acontece. Sim, porque a história é bem fraquinha e totalmente solta. Parece até que pegaram boa parte dos comediantes da Globo, juntaram, fizeram qualquer coisa só para vender. Só não posso dizer que não está divertido, confesso que até gosto do Adnet fazendo o paulistão esterotipado e o Lúcio Mauro Filho como o chicleteiro (esse tá no filme só de enfeite). Assiste numa tarde em que você estiver na bad e precisando de um filme para relaxar, e só.

 Cinquenta tons de cinza

Acredito que não tenha mais nada que ninguém não já tenha falado sobre Cinquenta Tons de Cinza, e minha opinião combina bastante com a da maioria. História bem fraquinha e irreal - aquele tombo da Anastasia no início... -, Christian gatíssimo e sexy mesmo com aquele jeitão robótico dele o filme intero, Anastasia songa monga e todos aqueles probleminhas que todo mundo conhece. Sei que estou até errada em julgar sem ter lido o livro inteiro (li o primeiro capítulo e...zzz), mas se a coisa já é ruim no livro, como dizem, não tinha muio a se fazer a não ser que não baseassem o filme no livro. É óbvio que, assim como Muita Calma Nessa Hora, é um filme para vender, a grande diferença é que realmente fizeram esforço pra salvar a coisa inteira. Achei o longa todo elegante e bem feito. Os cenários, a fotografia, os ângulos, a trilha sonora incrível (escuto todos os dias). Pelo menos isso.

✪ O Garoto da Casa ao Lado

Cheguei a me decepcionar mais com O Garoto da Casa ao Lado do que com Cinquenta Tons de Cinza. É claro que o longa estrelado pela Jennifer Lopez é melhor por ter uma história mais complexa e tudo mais, porém eu esperava mais. É um suspense até legalzinho, até me fez refletir sobre assédio, o que caiu como uma luva para mim porque eu estava quebrando a minha cabeça para escrever uma redação justamente sobre essa assunto. Mas simplesmente não me empolgou.

✪ Garotas Inocentes

Garotas Inocentes é a cara da Sessão da Tarde. Conta a história de duas amigas de NY que decidem perder a virgindade antes de entrar na faculdade. Verão, praia, sol, sorvete, e elas se apaixonam pelo mesmo cara. Aí já viu né? No geral achei meio raso e previsível, mas fofinho. 

✪ Spring Breakers

Spring Breakers, quando foi lançado, atraiu olhares por motivos bem fúteis porque, na verdade, todo mundo queria mesmo era ver as estrelas teens dando uma de porra louca. Talvez por isso minhas expectativas já não eram lá tão grandes. Não posso dizer que elas foram superadas, mas o desenrolar da história foi bem diferente do que eu esperava. 

A história não tem lá muita coisa, quatro meninas entediadas na sua cidade natal cometem um assalto para viajar no spring break. Lá, rola muitas drogas e pegação, até que o traficante Alien entra na vida delas e aí começam os problemas. Por um lado, achei muito non sense, eles usam e abusam de cenas bizarras tipo uma simulação de sexo oral numa arma (mais de uma vez). Por outro lado, percebi que a intenção aqui não era exatamente passar uma história empolgante com começo, meio e fim, mas sim passar uma sensação. Tudo tem um climão meio psicodélico, o que me faz pensar se é assim que um drogado se sente. No geral, achei até interessante.

✪ Sniper Americano

Wow. Esse eu AMEI. Sempre ouvia meus amigos comentando sobre esse filme e ficava meio que boiando, com bastante curiosidade. Adoro filmes de guerra, mas sei lá, como o meu horário de cineminha era na madrugadona, preferi dar uma evitada em coisas mais pesadas porque né. Enfim. Minha irmã deu uma folguinha da tv numa tarde e eu consegui, finalmente, ver.

Filmes de guerra americanos geralmente me causam um certo incômodo pelo heroísmo excessivo de tudo que está do lado deles. Como eu já esperava, Sniper Americano seguiu essa mesma linha, mas não posso dizer que isso chegou a me incomodar. Porque, diferente da maioria, percebi verdade nisso tudo. Cinema serve para você ver o mundo de um ponto de vista diferente, seja ele qual for, e todo esse patriotismo se tornou "degustável" para mim justamente por não ser aquela coisa falsa, imaculada e tudo mais. Nota-se que quem fala realmente acredita no que diz.

Senti um jeitão meio de videogame, o que é mais um fato para explicar o fascínio que meus amigos têm por essa obra. Se você já achou que o trailer tem um baita clima de tensão, digo logo que o longa inteiro me deixou assim. Fico imaginando o próprio sniper, como não deve ser. É muito interessante, emocionante e tudo. Vejam. Vejam. Vejam.


Pois é meninas, esses foram alguns dos filmes que vi nas férias. Vou ficar devendo O Jogo da Imitação, A Culpa é das Estrelas, Malévola, Cinderella e Um Dia. Decidi dividir os posts para não ficar tão cansativo.

E vocês, já assistiram alguns desses filmes? O que acharam? 


sábado, 18 de julho de 2015

Aranha fantasma

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Ou sou convencida demais ou estão aprendendo a viver sem mim. Pelo visto o intensivão de sete dias está dando resultados para alguns - ou para todos, quem sabe. Não que essa seja a primeira vez que corto os fios da minha teia, só que agora é diferente. Sou uma aranha fantasma que ri e chora da tragicomédia que criou sobre ela mesma, como alguém que se esforça para fazer a vida ser digna de ficção. Bem típico de uma aranha que se acha a tecedeira de palavras.

Meu adeus é tão melancólico quanto cômico. Observar o mundo do lado de fora pode ser bem engraçado, principalmente, quando, esporadicamente, falam de você. Confesso que já esperava ouvir alguma coisa e até me decepcionei pela demora. Mas em mim eles pensaram que eu sei. Alguns pensam até hoje. Vou até ser otimista e pensar que meu nome está na mente de alguém neste exato momento. Não sei o que estão pensando, mas em algum momento, em mim pensaram. 

Olha só, fiz até contato com uma médium. Ou melhor, fui obrigada a isso, já que foi ela que fez contato comigo. Nem todo mundo tem medo de fantasmas. Ela queria saber o que aconteceu comigo. Todos queriam saber, segundo ela. Fiquei tão surpresa quanto feliz, e com saudades. Porém, só pude dar respostas incapazes de responder qualquer coisa. Espíritos não revelam como é o lado de lá.

Imagino se vai ser parecido quando eu morrer de verdade. Se eu vou ter a oportunidade de ver a reação das pessoas, de me meter onde não sou chamada, ver meu corpo cheio de flores num caixão e saber o que cargas d'água vão fazer com ele. A propósito, vou logo dizendo que quero que doem até o último fio de cabelo para a ciência. Se não servi para nada em vida, espero ser útil ao menos na morte. Só tenho certeza de uma coisa. Na boa, não vai ser tão difícil aprender a viver sem mim.

Mas deixar o mundo é bem diferente de deixar a rede. Por enquanto, posso remendar meus fios a hora que eu quiser. Acho que eu nem precisaria dar muitas explicações porque na verdade todos sabem da minha sanidade mental questionável. No entanto, é justamente isso que me deixa um pouco menos louca. Me desligar, vez ou outra. E foi só isso. 

O drama cômico foi sem querer, sem motivo, sem necessidade, mas me divertiu. Peço desculpas por isso.

Segunda-feira 46 médiuns me invocaram e eu vou ter que aparecer. Desejem-me sorte. Querem me remendar.

sábado, 4 de julho de 2015

Disco arranhado

Venho tentando escrever páginas de diário para a posterioridade e realidade enfeitada travestida de ficção para um único leitor. A cabeça é aberta, o coração é fechado. O tempo é livre, mas cronometrado e limitado. A casa é cheia, o copo vazio. Faz frio e chove. Alguns tetos estão desabando. Tem gente dançando.  Tem gente chorando. Tem gente reclamando. Tem gente jogando a vida fora.

Tem gente ouvindo Ed Sheeran querendo escrever sobre amor. Tem gente achando que sabe o que é amor. Tem gente que dá conselhos a deus e ao mundo sem saber o que fazer com a própria vida. Tem gente sem opinião formada. Tem gente que acha demais. Tem gente que quer viver uma história de amor. Tem gente que não quer sentir dor. Tem gente que quer alguém na cama. Tem gente que treme quando ele chama. Tem gente jogando vários futuros fora. Tem gente idiota. Tem gente que quer ficar. Tem gente que quer ir embora. Tem eu.

Tem gente sendo repetitiva. Okay. Vamos mudar o disco. Só vou te pedir desculpas, todos os que tenho estão arranhados. Bem coerente, até. Porque eu sou um. Sou um disco arranhado por mim mesma. Por aquelas unhas que não tive coragem de cortar desde a última vez que a usei nas costas dele. A última vez que usei e fui usada, na verdade. Hoje sou obsoleta. Um ser em desuso. Um disco que nem roda mais.

E nem vá pensando sacanagem. Não estou falando disso. Minha boca não beija mais, minhas mãos não escrevem mais, meus olhos não leem mais, meus braços não abraçam mais, minha imaginação não viaja mais, nem as lágrimas caem mais, nem o sorriso vem com sinceridade. Só não falta a vontade. De sei lá, viver. De rodar o disco. De mandar um foda-se para o primeiro que me chamar de rodada.

Não estou triste, nem feliz. Apenas entorpecida. Literalmente deixando a vida me levar. Entrei num bote e me lancei no mar, só estou com preguiça de remar. Sabe-se lá onde vou chegar. Ou se algum dia vou chegar em algum lugar. 

Escolhi o pior momento da minha para ser burra. Me deixei emburrecer. Grande burrice.

Comecei um texto e não sei como acabar. Não sei nem como comecei, na verdade. Bom, eis um reflexo da minha vida: minhas palavras. E toda loucura contida nelas. Toda a falta de nexo. Toda a falta de objetivo. Toda a falta de sentido. 

Tem gente precisando de um terapeuta. Ou de mudar o curso no vestibular.