quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Bla bla bla

couple life in color
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Ani é contraditória. Não estranhe, ela é tão estranha como muitos de nós. Como todos nós. E não tenho orgulho de me incluir na estatística. Das pessoas que dizem uma coisa e fazem outra, das que apontam o dedo pro outro e depois estão fazendo igual, das que esquecem de olhar pro próprio umbigo. Ninguém é perfeito, estamos longe disso. Ani também está.

Dando show com o seu poder (ou quase), vai pra pista, na batida, porque lá é o lugar dela. Pode chegar, que ela tá querendo. Rebola só porque ele não gosta, se ele não gostar, que vire de costas. Ele até que faz bem, mas ela não é de ninguém, ele perdeu e foi pro final da fila. Até que alguém chegou para provocá-la, para ver se ela deixa de bla, bla bla.

Não há problema algum com Ani. Goste ou não, ela faz o trabalho dela. Ani realmente não é das mais queridas, mas isso não importa. Não tô aqui pra falar dela, tô aqui para falar das palavras dela. Não muito diferentes do que se escutam por aí.

É engraçado ouvir da mesma voz que canta "Show das Poderosas" que as mulheres têm poder demais. Nada combinava com aquele discurso. Nem roupa, nem os movimentos que ela fazia enquanto dançava, nem a música que cantava. Era tudo muito estranho.

Pi não aceitou. "Amiga, olha o que cê tá falando." Eis um debate saudável se tornar numa verdadeira guerra virtual de gente que só precisa de alguma coisa para movimentar a vida. Pi, mais forte, mais querida, e mais esclarecida, ganhou com folga e com razão.

Ani, não se chateie, Pi só queria te equalizar. E, quem sabe assim, equalizar mais algumas pessoas. Acho que ela conseguiu, assim, meio sem querer querendo. Afinal, eu - e mais milhares de pessoas - estão falando sobre isso. É a pauta do momento.

E vou dizer o que penso: homem ou mulher, cada um pega quem quiser. Se quiser. Como quiser, se alguém quiser. Acha bonito quem quer também. E se Ani não acha bonito, paciência. E tudo muito estranho. Mais estranho ainda é esse ódio todo contra ela. Que feminismo estranho esse, não?

O feminismo não é estranho, estranho é toda essa gente que nem sabe o significado da palavra falando o que não sabe. Como Ani, sendo incoerente. Pi não é perfeita nem a dona da razão, longe disso, ninguém é, também não sou. Eles, muito menos. 

Na real, todo mundo vez ou outra fala merda. Quem tem culpa? É difícil não ser meio preconceituoso, meio moralista, meio babaca, quando se nasce e cresce escutando besteira. Odeio ter que dizer isso, mas é verdade. Daí a gente abre a cabeça, aprende, cresce. Oba, evolução. Perfeição, ainda não. Nem hoje nem nunca. Numa sociedade como a nossa, não dá para exigir muita coisa. Nem da massa, nem da meiga e abusada.

Me entristece, mas não me surpreende, que uma discussão dessa tenha virado só mais uma rixa de rock contra funk e vice versa. Que seja. Ainda tem muita gente que para para pensar.

Ani, vai lá com a Pi e me chama pra discutir também. Não faz mal, eu juro. <3

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