sábado, 13 de julho de 2013

Dia do rock: Queen

junk of the heart
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Hoje é dia de rock, bebê. Hoje, dia 13 de julho, é o dia de celebrar as guitarras, as baterias, os baixos e os gritos do rock. Não sou nenhuma rcokeira mas acho que não precisa ser para gostar de rock. Para comemorar a data, separei as minhas músicas favoritas da banda mais épica da face terrestre: Queen.

Formado por Freddie Mercury, Bryan May, Roger Taylor e John Deacons, que nasceu em Londres nos anos 70. Duvido que alguém nunca tenha ouvido o hino "We Will Rock You" ou "We Are The Champions". Duvido também que alguém aí não lembre do bigodão, dos dentões e das peripécias de Freddie. Uma mistureba de diversos estilos de música, desde a ópera à música disco, com performances teatrais e um quê de exagero que deu certo.

Eu escuto Queen desde pequena. Meu pai gosta muito de música e eu cresci amanhecendo com música boa (algumas nem tanto, hihi). Meu pai gosta de Queen e eu simplesmente também curti muito o som deles. Ele, em uma de suas aventuras malucas, até já viu os caras tocarem ao vivo no Rock in Rio de 1985. Eu morro de inveja dele por isso.

















Ufa, foi difícil montar essa playlist. Qual a banda preferida de vocês?



Eu e Freddie em Montreaux <3

Burgueses sem religião

Where the moon meets the sea
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Religião é uma coisa complicada. Uns praticam, outros apenas acreditam, uns respeitam e outros ficam tentando te converter. Têm os católicos, os protestantes, os muçulmanos, os hindus, os judeus e mais um bocado de religiões por aí, que por sinal, vivem em conflito. Também tem aqueles que não creem. Eu não creio.

Alguns pensam que de uma hora para a outra eu me revoltei com a vida e perdi a fé. Nada a ver. Nasci e cresci em família católica. Eu era católica. Eu vejo as freirinhas passarem para lá e para cá no meu colégio. Já fiz catequese, fui em um retiro e orava antes de dormir. Já acreditei talvez apenas porque todo mundo acreditava. E porque, sinceramente, tinha medo da vida e da morte. Era mais fácil viver achando que estava protegida por alguém e achando que eu passaria a eternidade comendo nuvens de algodão doce num lugar chamado céu.

Com o tempo comecei a me questionar, e isso já faz muito tempo. Sempre gostei muito de história, li algumas coisas e a minha curiosidade me fez perceber que algumas coisas que me ensinaram sobre o céu e a terra pareciam não fazer mais sentido pra mim. Eu só pensei com os meus botões e tirei minhas próprias conclusões. Crer era mais fácil, mas eu não poderia viver dizendo acreditar em algo que para mim não parecia ser verdade. E hoje, sinceramente, não sou nem mais feliz nem mais triste do que era antes.

Religião é uma coisa complicada, e a falta dela também é. Ontem me vi numa tempestade em copo d’água. Gente querendo me mudar. Gente se achando ofendida com a meus pensamentos. Gente que acha que eu devo fingir. Gente que se esquece de que o estado é neutro (pelo menos na teoria). Gente que acha que eu me desviei. Gente que não respeita minha opinião própria. E gente que me acha uma aberração.

Estou cansada dessa conversa. Acho que religião se discute sim, mas com gente civilizada. Gente que além de falar, sabe escutar e gente que sabe perdoar quando a gente fala demais. Gente que respeita o diferente, que discorda, mas que aceita a gente. Do jeito que a gente é: só um bando de humanos que procuram alguma explicação para essa loucura toda chamada vida.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Não é culpa da bola

proud | via Facebook
Créditos

Futebol é diversão, e cá entre nós, todo mundo precisa se entreter do jeito que gosta. Já virou tradição. Torcer pelo seu time emociona, torcer pela seleção até une a nação por um momento, e de quebra, o esporte ainda salva algumas vidas de um futuro pior. Agora me digam sinceramente, que pecado há nisso? Digam mesmo?

Os 20 centavos do transporte público de São Paulo fez com que saíssemos às ruas para reivindicar os nossos milhões, bilhões, trilhões gastos de forma errada nesse país. Reclamamos da carestia, da roubalheira e da Copa. E eu achei incrível ver milhares de brasileiros deixando o sofá e a novela para tentar mudar alguma coisa.

Enquanto isso, a bola da Copa das Confederações rolava pelo Brasil afora. Víamos pela Rede Globo a nossa grana jogada num estádio. Concordo com você, Ronaldo, até a minha irmã de três anos sabe que não se faz um mundial de futebol com hospitais, mas será que nos precisávamos de Copa do Mundo? Não sei. Só sei que não se salvam vidas nem se educam crianças com estádios, e isso também qualquer criança - mesmo que esteja numa escola precária, como de costume - sabe disso.

Costumam colocar a culpa da inércia brasileira no futebol. Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha, Portugal, França também amam o esporte e são países completamente diferentes do nosso, ainda que em tempos de crise. A nossa idiotice quando se fala em política é uma coisa muito mais profunda, talvez até muito anterior ao tempo em que começamos a ficar viciados pela bola.

Há uma inversão de prioridades gritante e revoltante, mas a revolta veio tarde demais. Devíamos ter dito um não logo quando nos candidatamos a sediar o mundial. Sinto informar aos que desejam boicotar a copa que isso não adianta de nada. Não dá para re-transformar concreto em dinheiro. E o cidadão que junta a família para curtir um bom jogo não faz nada de mal ao país, nem mesmo aquele que sai de casa para ver de perto o tão falado "padrão FIFA". Aliás, por mais que a FIFA seja filha da mãe, temos que lembrar que foi o Brasil que quis sediar o evento.

O que nos resta a fazer é ter vergonha na cara e deixar no passado a tradição nacional de ser  otário. Agora é preciso mais do que nunca ficar de olho no país e não mais esperar tanto tempo para vomitar todos os sapos engolidos ao longo de anos de uma só vez. E ser mais inteligente não é ser chato, é cuidar do que é seu.

É preciso brasileiros que liguem mais para o futuro do país do que para o fim do campeonato. Precisamos de mais nacionalismo, mas dispenso aqueles que só usam verde e amarelo no estádio. Precisamos urgentemente de patriotas na rua, em casa, no trabalho, e principalmente, nas urnas.