segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Discovering Europe: Berlin, parte 2


Olha eu aqui de novo falando dessa bendita viagem! Apesar de ser a parte 2 de Berlin, eu vou falar sobre o terceiro dia, o último em na capital alemã. É que o segundo dia não foi tão movimentado, nem tivemos fotos tão legais, a propósito, a câmera nos deixou na mão e por um momento tivemos que ficar só com as fotos do Galaxy do meu pai. O lado bom disso? Passamos no Sony Center (eu disse que passaríamos lá todos os dias da nossa estadia em Berlin) e levamos uma câmera que estávamos namorando desde que vimos. Uma compacta avançada bem legal, por 500 euros. Já viu a cara de felicidade de alguém que sempre foi acostumada com aquelas compactas normais né? A câmera não é a mais top e com mais recursos mas ela era perfeita pra mim, uma mera iniciante nessa coisa de fotografia. Ah, e o defeito da outra câmera, descobrimos, que era nada mais nada menos que falta de bateria.

Se você quer saber o que fizemos no segundo dia eu vou dizer. Fomos ao Olympia Stadion, o estádio das Olimpíadas de 1936, com o nazismo a todo vapor, onde o Jesse Owens, atleta negro dos EUA ganhou várias medalhas, tirando onda daqueles arianos que ficavam se achando. Ah, foi lá que a câmera deu pau. De lá, fomos ao Sony Center e levamos a nova câmera. Então, fomos ao Tempelhof Flughafen, aeroporto de 1928 e desativado em 2008, e hoje é uma espécie de parque. Fizemos um pequeno piquenique e andamos (muito!) por lá. 

Tá, vamos falar do terceiro dia?


O plano era o seguinte: deixaríamos nosso apartamento, pegaríamos uns dois metrôs e iríamos para a estação, deixaríamos as malas no locker e iríamos passear para voltar mais tarde. Simples né? Sim, é bem simples, mas que ainda assim conseguiu tornar-se complicado. Eu poderia contar em detalhes, mas eu sei que ficaria confuso. Resumindo, subimos e descemos escadas de metrô (e nem eram rolantes!), atravessamos e voltamos em avenidas movimentadas, pegamos o metrô errado... Ok, ok, isso não seria nada se você não estivesse carregando uns 30 kg de bagagem para cima e para baixo (literalmente). Sem querer me gabar, mas isso foi culpa do meu pai que sempre indicava o caminho errado, hihi.


Yay! Finalmente, depois de tudo isso chegamos à Berlin Hauptbahnhof. Deixamos nossos pertences no locker e fomos curtir nosso último dia em Berlin.


Essa estação é MUITO foda. 


Demos uma passadinha pelo Reichstag. A cúpula de vidro é um charme.


Um dos maiores símbolos de Berlin, o Brandenburg Tor, que nada mais é que um antigo portão da cidade. Do outro lado tem a Pariser Platz, onde fica, entre outras coisas, a embaixada dos EUA.




Andamos mais um bocado e fomos para o local onde antigamente era o Bunker onde Hitler se suicidou. Os alemães não gostam muito de falar nisso (e com razão) mas graças a internet, meu pai conseguiu achar esse lugar. Na verdade lá não tem nada além de um estacionamento, tudo para tentar enterrar o passado. E como lá não tem nada, também não tirei foto alguma que merece ser mostrada.

Depois, fomos ao Memorial dos Judeus Mortos na Europa. Um grande labirinto de blocos de concreto, de níveis diferentes e que lembram um cemitério. É estranho e na verdade não tem nada de bonito, mas é bem interessante. É muito bem pensado.


Uma hora os blocos te cobrem, outra hora eles estão na altura das suas pernas.


Eu falei que o labirinto era grande.


Estávamos andando em direção à Berliner Fernsehturm, quando nos deparamos com esses soldadinhos de chumbo aí. É claro que paramos para ver o que estava rolando, não é mesmo? E não demorou para descobrirmos. Presenciamos a uma visita presidencial! É isso mesmo, dividimos o mesmo ar com uma presidenta de algum país que até então não sabíamos qual era. Ui, como sou importante, gente! Só que não.


Ah, só para constar, o país em questão é a Costa Rica, e a presidenta é Laura Chinchilla.




Meu amigo Lênin.


Primavera, solzão, calorão... E sabem o que uma grande parte dessas pessoas estão fazendo? Banhando-se em uma fonte, e tomando sol, praticamente no meio da rua, e além disso, muitas estão só de sutiã e shorts! Nada contra, nada mesmo. Mas para os olhares conservadores do meu país (acredite, somos muito caretas) eu achei bem estranho, confesso. Mas nada com que não dê para se acostumar. E pelo menos dava pra ver eles se divertindo muito.


Por que essas coisas não existem em Maceió? Mimi.



A Fernsehturm! Mas se você pensa que está perto, não se engane, pois ainda andamos muito para chegar até lá.


Sério, eu me empanturrei de Pringles na viagem. Pena que eu nunca acho isso em Maceió.


Finalmente, a Fernsehnturm! Subimos e ficamos apreciando Berlin lá de cima. É bem alto.



Vocês não tem noção de quantos "pedaços originais" do Muro de Berlin que encontramos por lá. É uma infinidade! Sei não, será que ainda tem algum trouxa que cai em uma roubada dessas?


De volta ao Sony Center, fomos comprar um cartão de memória e bateria extra para a câmera, mas decidimos não levar nada.


Fomos para a Coluna de Vitória pegando um atalho pelo parque. Por que não tem essas coisas em Maceió? Por quê!?



Chegamos à Coluna de Vitória, feita para comemorar a vitória Alemã na Guerra Franco-Prussiana.


Enquanto esperávamos o trem para Bruxelas, que sairia a uma da manhã, ficamos num barzinho na beira do rio. O lugar é bem pertinho da estação. Música boa, clima legal, gente bonita, comidinhas boas... Gostei dali viu? 



Acho que ficamos por lá até as 23 e fomos para a estação.  Pegamos as nossas trouxas e ficamos esperando na nossa plataforma, morrendo de sono.


O trem para Bruxelas era daqueles noturnos, com uma caminha para dormir. Ficamos num compartimento com seis camas, e duas delas estavam vazias. Tem gente que acha estranho dormir no mesmo ambiente que estranhos, mas é só coisa de cultura mesmo. E para quem acha que não consegue dormir de jeito nenhum em um trem, eu pelo menos dormi muito bem, o pouco balanço do trem é até bem gostosinho, e para que os passageiros não fiquem preocupados com a hora, alguém vai no seu "quarto" te acordar. Legal né? 

Berlin foi incrível, incrível, incrível. Na próxima falarei sobre Bruxelas! Beeeeeeijo!

2 comentários:

  1. Queria que aqui tivesse trem desse! adorei tudo. Eu ri demais do problema da câmera aoksoapksaposkak falta de bateria apenas sokaposaok
    Beijos
    Diário Ciumento

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    1. Ô Mari, e aqui no Brasil tem algum trem de respeito? É bem legal mesmo, durmo em Berlin, acordo em Colônia, haha. Pois é, mas no final eu saí com lucro, não saí? kk

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