domingo, 15 de janeiro de 2017

Nem tenta desenrolar

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- Como vai sua vida amorosa?

Ela pergunta, com intenções claras e subentendidas.

- Não vai. Não tem. Morreu. Matei. Nem nasceu. Abortei.

Eu ri em seguida, para amenizar o ambiente.

- Sinto que ela vai progredir.

Falou a vidente.

- Não sente nada.

Não podia falar mais nada.

- Você gosta dele.

Eu ri.

- Há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia.

Espero que ela tenha me entendido.

- Tipo?

Ela não me levou a sério. Estava rindo.

- Eu não sou uma pessoa legal. Nem normal.

Duas verdades. Ei, me leve a sério. Eu tô tentando te avisar.

- Você precisa se abrir.

Preciso de vergonha na cara. E de uma nova amiga.

- Eu sou assim. Não.

- Você está falando sobre isso. É um grande avanço.

Avanço até o fundo do poço.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

15 passos para a House Party perfeita


 

Quem nunca quis dar uma house party, né non? Pois é. Para você que nunca viu um filme americano ou assistiu os clipes da Katy Perry, house partys são aquelas festas feitas em casa, meio improvisadas, mas que dão super certo. Essas festas são super informais e eu adoro isso. Acredite ou não, mas eu já dei duas e tô indo pra terceira. Como eu já sei mais ou menos o que fazer para dar certo, vou dar umas dicas a vocês. VEM!

1 Quem chamar?
Antes de começar a planejar uma house party, seja ela grande ou pequena, você deve saber quem vai participar dela. A quantidade de pessoas vai depender muito do tamanho da sua casa e das proporções que você quer que sua festa tome. Dá para se divertir bastante só com os mais íntimos, por outro lado, festa cheia sempre dá o que falar. Só se lembre que quanto mais pessoas, mais difícil de controlar a situação, tenha muito cuidado com isso.

Corte da lista aquele cara mau encarado, o que sempre entra em coma alcoólico, o cara que arruma briga em todo lugar, a mina fresca, gente chata, aquele casal briguento, aquela turma desanimada e gente que você nunca viu na vida. Afinal, ninguém merece não aproveitar a festa por estar preocupada com os convidados. 

Agora que você já sabe quem não chamar, liste quem realmente merece estar na sua social. Convide seus amigos, pessoas que gostam de você e vice-versa. Aquele seu amigo que não para de dançar, o que bebe e diz que ama todo mundo, o que tem um papo legal, o que vai fazer as pessoas rirem, aquele cara que vai te ajudar com a bagunça no dia seguinte... Isso faz toda a diferença. Bons convidados fazem boas festas.

2 Crie um grupo
Depois de fechar a lista, convide-os pelo bom e velho boca a boca. Um grupo no whatsapp também é uma boa pedida, assim as pessoas já vão entrando no clima da coisa. É bom porque quem não se conhece já pode ir se conhecendo, os convidados podem arrumar caronas, e ajuda muito na organização. Fora que depois todo mundo zoar por lá que eu sei.

3 Peça colaboração 
O que reina nas house parties é informalidade e se todos seus amigos são sem frescura e querem se divertir, não tenha vergonha e peça colaboração. Eles podem contribuir com dinheiro para comprar os comes e bebes ou eles mesmos podem trazer pratinhos e bebidas. Não é vergonha nenhuma fazer isso, viu? Mas se você mesma puder bancar tudo, melhor ainda, haha.

4 Larica
Tem muita gente que faz festa sem comida, mas sinceramente, isso não dá para mim não. Além do mais, o resultado de um monte de gente bebendo de estômago vazio na sua casa não vai ser dos melhores. Não precisa ser um banquete, a galera só vai querer uma coisinha para beliscar mesmo. Invista em coisas simples e que não sujem pratos e talheres. Peça pizzas e sirva no guardanapo, faça um panelão de hot dog e deixe o pão de lado para cada um se servir, faça pipoca, compre um saco de amendoim para os bebuns, salgadinhos e afins. Um docinho também vai bem, ninguém rejeita um brigadeiro ou sorvetinho. Coisas super fáceis, simples, não fazem sujeira e todo mundo gosta. Ah, não esquece das balas, isso não pode faltar de jeeeeito nenhum. Quem vai beijar ou vai voltar para casa depois de uma noite de esbórnia agradece.


Cheers!
Ih, chegamos num tópico meio polêmico, a birita. Há quem ame e odeie, mas eu sou do time que acredita que uma brejinha moderada não faz mal a ninguém. E, fala sério, não é questão de não saber se divertir sem álcool, porém, é óbvio que todo mundo se solta muito mais com ele. Os amigos animadinhos são um espetáculo a parte, divertem até os abstêmios. Então amiga, para ser sincera, é melhor arrumar umas latinhas senão todo mundo vai ficar com cara de bunda e ter vontade de ir embora. A não ser que sua turma seja muito nova, ou sei lá, seja o pessoal da igreja, a bebida é essencial.

Se o orçamento tá apertado, vai de latão de cerveja popular mesmo. No entanto, se você quer que todo mundo se anime de verdade, compra Skol Beats, Smirnoff Ice, energético, e uma cerveja tipo Budweiser ou Heinenken, esse pessoal mais jovem adora. Não esquece da vodka, frutinhas e leite condensado para fazer batidas. Umas bebidas diferentes para joguinhos de shots são legais também. 

Assim como a comida, garanta que a bebida não falte, fica muito feio e todo mundo desanima. Ah, e pelo amor de Jah, compre gelo e garanta que tudo esteja bem gelado na hora da festa. Se não tiver um freezer ou um cooler grande o suficiente, vale pedir pedir emprestado.  

E se lembre dos amigos que não bebem (aka eu), os menores de idade ou os que vão dirigir, por favor! Tenha refrigerantes, sucos e água a mão.


Por favor apague a luz
Quer que todo mundo fique com vergonha de dançar e se soltar? É só deixar o ambiente super iluminado de luz branca. Vai por mim, no escuro todo mundo se solta muito mais. Troque as lâmpadas da casa por luz negra, lâmpadas coloridas (a azul fica ótima, lembra o efeito da luz negra e ainda é mais barata) ou use papel celofone colorido para cobrir as luminárias (mais barato ainda!). Outra ideia muito bacana é usar pisca pisca para decorar e iluminar o ambiente, todo mundo tem um aí guardado do natal. Se puder arrumar um strobo, lazers aquelas luzes que ficam girando, melhor ainda. Isso vende de monte aqui no Centro de Maceió e não é muito caro, na sua cidade deve ter também.

Decor
House parties não precisam de uma decoração super elaborada, umas sequer tem decoração, porém, acho legal arrumar algumas coisinhas para decorar e criar um clima. Só essa parte da iluminação já dá conta do recado mas se quiser complementar com alguns acessórios, melhor ainda. Pesquisa "house party" no pinterest e passe horas vendo ideias maravilhosas. Se a festa tiver um tema, fica ainda mais fácil decorar. Pode ser festa do branco, neon, mexicana, cores, anos 80, sei lá, o céu é o limite!



Garanta a pegação
Atire a primeira pedra quem nunca saiu de casa querendo dar una beijos, haha. Sem falar que pegação sempre dá o que falar, e todo mundo adora. Por isso, pense na paquera dos amigos solteiros. Chame amigos e amigas livres e desimpedidos. É legal chamar pessoas de galeras diferentes para se conhecerem lá. Aproveite para apresentar aqueles amigos que você acha que tem tudo a ver. É legal pensar em lugares estratégicos para isso, por que não? Improvise um banquinho num lugar mais reservado e deixe rolar. Só não vale deixar irem para o quarto, sua casa não é motel.

12  Vizinhos
Ah, os vizinhos... Eles podem acabar com tudo, e com razão. Coloque-se no lugar deles, com certeza você não gostaria de ouvir uma música que não quer ouvir a noite intera, não é mesmo? Por isso, seja legal com eles. Convide-os, faça um bolinho, converse... sei lá. Dá um jeito, porque ninguém gosta receber a polícia em casa, né? E se você já souber que eles são meio intolerantes com esse lance do som, só abaixe o volume e evite maiores contratempos.

10  Segurança
Lembre-se que isso tudo vai acontecer na sua casa e você com certeza vai querer ela depois. Por mais educada que sua galera seja, não tem jeito, vai ter bagaceira. Coisas podem ser sujadas, quebradas e até roubadas. Delimite a área da festa e tire de lá todos os objetos de valor. Móveis sensíveis, enfeites da sua mãe, vasos e afins. Então, separe um quarto e tranque lá tudo o que você quer deixar intacto. 

A festa já começou, você nota um rosto desconhecido no meio da multidão e ninguém conhece o sujeito? Ponha para fora. É sério, não tenha medo de ser chata, ponha os penetras para correr e pronto. "É a minha casa, é a minha casa." Cante esse mantra. Se seus próprios amigos fazem uma bagunça danada no seu cantinho, pode ter certeza que quem não te conhece não vai ter a mínima consideração. Se um convidado trouxer alguém e te avisar, tudo certinho, ok. Mas não permita em hipótese alguma que gente estranha permaneça no seu lar.
Por isso, se certifique de fazer o trabalho de porteira. Abra e feche a porta para todos que chegarem e saírem, ou delegue essa tarefa para um amigo de confiança. É sério, isso evita muita dor de cabeça. Experiência própria.

Ah, e em caso de brigas, bêbados inconvenientes, assédio ou qualquer convidado que esteja causando problemas, pode mandar embora também, viu? Ninguém merece que uma pessoa estrague a diversão de todos.


13  Quebre o gelo
Principalmente se sua galera for tímida, é bom já arrumar alguma coisa para quebrar o gelo. Jogos são bem interessantes e animam todo mundo. Twister, beer pong, eu nunca, jogo da garrafa... Você pode arrumar um Just Dance ou um Karaokê também. Todo mundo ama!
 
Tunts tunts
Pior que festa sem bebida é festa sem som. Ninguém merece. A música é essencial, ela dita todo o ritmo da coisa, desde a hora da chegada, o clímax e a hora de ir embora. Uma boa música pode garantir o sucesso da sua social. Por isso, arrume um som potente e monte um setlist de arromba. 

E nada de ser cult nessa hora, tem que ter som da bagaceira mesmo. Ponha muita eletrônica, pop, funk, sertanejo, pagode, forró, reggae, sessão flashback... Opte por ritmos que façam todos cantarem e se animarem, coisas conhecidas. A propósito, não esquece de reservar um lugarzinho para o pessoal dançar. Festa boa tem que ter rala bucho, bate coxa, boyzinho rodando a camisa em cima da cabeça, mina descendo até o chão e fazendo carão, haha.

16  Aproveite
Qual o sentido de dar uma festa e não aproveitar? Por isso, amiga, se joga.
 

17  Hóspedes
Sabe aqueles amigos que moram longe ou não tem onde dormir? Se possível, arrume em um lugar para eles. Qualquer colchonete, sofá, ou até o chão mesmo, serve. Provavelmente sua festa vai rolar a noite toda mesmo e não vai fazer tanta diferença. Sem falar que no dia seguinte eles podem ser bem úteis.

18  Dia seguinte
Você não vai mais reconhecer sua casa no dia seguinte, hahaha. Sério, vai estar um inferno. Por isso, aproveite os hóspedes e ponha todo mundo para trabalhar. Pode ser até divertido, vocês vão passar o dia relembrando de todos os acontecimentos da noite anterior. Outra opção é já colocar o valor da diarista no orçamento e deixar marcado. Muitas não trabalham no final de semana, mas se você conversar direitinho com antecedência, pode ser que consiga.


 Do it all again
Depois você vai se juntar com os seus amigos para debater todos os babados da festa, mostrar as fotos, vídeos, sentir vergonha alheia, dizer àquele amigo que teve amnésia alcoólica o que ele fez e passar dias comentando sobre os acontecimentos da sua house party. Posso apostar que todo mundo vai amar e pedir mais. 

Agora que você já sabe como dar uma festa de arromba, faça tudo de novo. E me chama, hahaha!

E aí meninas, agora quero saber de vocês. Já deram uma house pary ou foram em alguma? Quero saber de todas as histórias, haha.
  
  

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Som do silêncio

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Ah, que saudades do som do silêncio. Escrevo justo do raro momento em que ele me visita. Hoje é uma segunda-feira, é claro. É tarde da noite, tive que esperar o sono de todos. Não quero nem pensar no dia de amanhã, e já peço ao meu chefe que me perdoe, foi minha única opção. Como jogar fora o único momento em que essas vozes se calam, as televisões se desligam e o meu sono permite que eu me dê ao luxo de sentar e trocar um dedinho de prosa comigo mesma?

E como não poderia esquecer... o bar não abre. 

Malditas sejam as sexta-feiras. Sábados. Domigos. Vésperas de feriados. Feriados. E agora até as quartas e quintas. Malditos sejam todos os dias em que vocês me impediram de estudar, trabalhar, descansar ou me divertir

Que me desculpem os boêmios, mas o sossego de uma cronista notívaga é fundamental. O sossego de qualquer pessoa é fundamental. Da minha irmã de seis anos, minha avó de 90, da vizinha noveleira, da tia viciada em Netflix, do louco por futebol, da prima que estuda para passar no Enem, do trabalhador cansado, do casal que só quer ouvir um blues com vinho tinto... 

Por mais que eu tente, não consigo me isolar dos som dos teclados robóticos que invadem minha casa sem pedir licença ou por favor. Sem bater na porta ou pedir desculpas. Sem perguntar se pode ou se eu quero receber sua visita. Nada. Porque parece que eu não tenho escolha. Nem direitos.

Alguma lei da boa vizinhança, escrita em lugar nenhum, diz que não seria muito agradável da minha parte falar alguma coisa. Na verdade, não que eu ligue muito para isso, só evito o confronto e empurro com a barriga. Confesso também que tenho um pouco de pena. Até porque, não se engane, também gosto de uma boa boemia. 

Mas não na minha casa. Quase todo o santo dia. Me impedindo de viver no meu próprio casulo. 

Você deve saber que o seu direito termina quando invade o meu. E se não sabe, estou aqui para avisar. Não falo de boca para fora, existem leis que determinam isso. 

Espero que não me tratem como uma louca. Lembram da única vez em que disse um algo sobre isso? Espero que não se repita. Ou melhor, desejo que vá embora e traga a paz de volta. Ou dê um jeito. Faça alguma coisa. Encontre uma solução.

Tive uma ideia. Que tal trocarmos de lugar? Passe um mês na minha casa e tente escrever um post para o blog, gravar uma narração para o trabalho da faculdade, gravar e editar um vídeo e escrever um romance ao som da voz fanha do outro lado da rua. Aproveite e pergunte o que a rua inteira acha sobre isso. Depois conversamos.

É uma ilusão achar que serei levada a sério quando gente mais importante não foi. Dedico esse texto a quem fez esse tão bom bar e lembro que eu não ainda existem mais centenas de pessoas prejudicadas por vocês.

E aos leitores do meu blog, peço perdão pela pouca atenção. Acho que já entenderam qual é o culpado.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Lançamentos de Julho

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Depois de algum tempo sem postar por aqui, os lançamentos do mês nos cinemas retorna e Julho é o mês perfeito para ir conferir os principais Lançamentos nas telonas pois as férias estão logo aí menos para mim. Tem ação, comédia, animação e muita diversão para conferir, prepare a pipoca e o ingresso pois a sessão já vai começar!

A Era Do Gelo: O Big Bang

Embora divida a opinião de muitos a cerca da continuidade da franquia, Era do gelo ganha seu quinto filme este mês. Dessa vez Manny, Diego, Siddy e toda turma deve enfrentar uma catástrofe que pode estinguí-los para sempre: um asteroide está indo em direção à terra graças ao atrapalhado esquilo de Scat. A animação estreia dia 7 de julho.

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Caça-Fantasmas

A saga agora protagonizada por mulheres traz um elenco de peso e uma história e dinâmica que promete agradar os fãs da série. No novo filme, quando as atividades paranormais começam a se intensificar e diversos fantasmas assombram New York, o grupo composto por Abby (Melissa McCarthy), a física Erin (Kristen Yiig), a funcionária do metrô Patty (Leslie Jones) e a engenheira Jillian (Kate McKinnon) é a salvação mais sagaz (e divertida). O Reboot estreia dia 14 de julho e conta com o Chris Hemsworth no elenco.  



Negócio das Arábias

Falido, sem casa, carro e até sem esposa, Alan Clay (Tom Hanks) decidi ir vender sua ideia genial a Arábia Saudita: um sistema holográfico 3d utilizado em videoconferências. Apesar das dificuldades e do choque cultural inevitável, é ali que ele descobre as oportunidades e se sente pronto para o mundo. A obra é baseada no livro Um holograma para o rei, do Dave Eggers e estreia dia 14 de julho.

A Lenda De Tarzan

Um órfão criado na floresta por gorilas, tenta se adaptar à vida junto aos humanos. Depois de algum tempo Tarzan é chamado de volta à selva como emissário do parlamento britânico. Agora, seu antigo lar não está mais seguro com a ameaça do capitão Rom em destruí-lo. O herói da selva e sua esposa Jane faram de tudo para impedir o fim da selva. O filme conta com Margot Roobie no papel da Jane, Alexander Skarsgárd como Tarzan e Christopher Waltz como o vilão e estreia dia 21 de julho.


Dois Caras Legais

Russel Crowe e Ryan Gosling precisam encontrar a filha de uma funcionária o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que fora sequestrada. Do jeito bruto de Jackson Hearly (Russel) e do medroso e atrapalhado de Holland March (Gosling), eles buscam o paradeiro da garota quando descobrem que o caso e a morte de uma atriz pornô estão diretamente relacionados. A comédia chega aos cinemas dia  de julho.


O Bom Gigante Amigo

Dirigido pelo renomado diretor Steve Spielberg, em O bom gigante amigo, A órfã Sophie é sequestrada pelo gigante por um gigante amigável que é renegado pelo seres de sua espécie por não se alimentar de crianças. Com a ajuda do novo amigo, Sophie tentará impedir o plano dos gigantes em dominar as cidades e aterrorizar os humanos. O longa estreia dia 28 de julho nas salas de cinema.



Jason Bourne

Esse filme marca o retorno de Matt Damon ao papel de Jason Bourne após ficar de fora por algum tempo. No novo filme, todos acreditavam que Jason Bourne estava morto, porém ele lembrou de tudo o que aconteceu e surge como um problema e volta ficar na mira da Outcome. A ação ainda conta com Tommy Lee Jones, Julia Stiles, Paul Greengrass retorna a direção e estreia dia 28 de julho.    



E você irá ver qual nos cinemas? Conte-nos!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Por que eu amo Maceió?


Vou começar o post dizendo que eu não gostava da minha cidade. Tinha tanta vontade de conhecer o mundo e sair por aí que eu simplesmente não conseguia enxergar o próprio cantinho em que eu vivia. Eu só queria ir embora desse lugar que me aprisionava, para qualquer outro. Minha alma escapista me cegava. Só via graça naqueles lugares que tanto idealizava pelos livros, pela tela, pelas conversas, pela minha imaginação.

Até, um dia, ir. E me apaixonar. Constatar que sou, de fato, uma cidadã do mundo. Mas pela primeira vez, perceber que there is no place like home. E que lar! A cada km que rodo para longe, consigo valorizar cada vez mais a minha nação, meu estado, a minha cidade, meu bairro, minha rua. Parece que a distância me aproxima das minhas origens e eu gosto disso.

Eu gosto do cheirinho de maresia, da umidade, do sol e da chuva que aparece de vez em quando para quebrar a monotonia ensolarada. E é verdade, podem me chamar de clichê, mas o melhor daqui é mesmo a praia. Pajuçara, Ponta Verde, Ipioca, Guaxuma, Sereia... Sem falar das que ficam aqui pertinho. O ser humano ainda não conseguiu criar nada tão belo que a natureza por essas bandas.

E olha que ele tenta. Confesso que a arquitetura não é das mais exuberantes mas ainda assim, temos uma Catedral linda, o centro histórico de Jaraguá com prédios antigos bem conservados, casinhas coloridas e infelizmente muitas ruínas - e por incrível que pareça até elas são bem fotografáveis.

Claro, temos as nossas festas! Não temos carnaval, mas as prévias tem um toquezinho daqui que eu nunca vou achar em nenhum outro lugar. O São João é bem animado. Mas o Reveillon... Se você tiver dinheiro, não vai faltar lugar para ir. E se não tiver também, vai para a areia e deixa a noite te levar.

A comida... Hmm. Dá água na boca só de pensar nos peixes e frutos do mar, na culinária caseira com gostinho de sertão, da tapioquinha e da cocada de beira de estrada. E se quiser fugir dessa vibe mais típica, aqui tem também. Da alta culinária internacional, ao sandubão de esquina de lamber os dedos. Mas para mim o melhor lugar para comer mesmo é na orla. Não tem erro, as opções são várias e o passeio por si só já vale. Eu amo aquela brisa.

É fácil ver beleza na novidade, mas olhando direitinho, o lugar comum também tem seu charme. Não duvido que boa parte dos viajantes assíduos conhece mais algum lugar do mundo do que a própria cidade, estou errada? Reclamamos tanto que não temos dinheiro para viajar, mas sequer passa pela nossa própria cabeça que podemos ser turistas no nosso próprio canto. Já pensou em viajar por aí mesmo?

E foi pensando nisso que a  Yasmin do blog Qualquer Latitudereuniu várias blogueiras de viagem ao redor do Brasil num projeto muito legal  chamado "Eu ♥ a Minha Cidade". Dessa vez, as blogueiras teriam que fazer posts mensais sobre a sua própria cidade, bacana né? Confesso que mesmo tendo mudado a minha percepção sobre Maceió há um tempo, eu ainda não a conheço tanto assim. Por isso achei que a ideia foi a oportunidade perfeita para, finalmente, embarcar na viagem mais curta - e interessante! - que faria.

Até perceber que fazer essa viagem seria mais difícil que eu pensava.

Escrever esse post não foi fácil, simplesmente porque eu não sabia colocar em palavras o quanto me sinto bem nesse lugar. É, eu tenho esses bloqueios esquisitos. Bom, está escrito, do meu jeitinho.
Mas não para por aí, todo mês vai ter post sobre Maceió. Eba! Ah, não deixem de ver os posts das outras meninas, tá um melhor do que o outro. Inclusive, me dexaram morrendo de vontade de visitar as cidades delas.


Eu ♥ Curitiba – blog Qualquer Latitude | Eu ♥ Campo Grande – blog Lidy com Isso 

Eu ♥ Osasco – blog O Mundo da Ana | Eu ♥ Rio de Janeiro – blog Diários de um piquenique
Eu ♥ São Paulo – blogs Celle Coelho e Call me Maya


E vocês, amam o lugarzinho onde moram? Por que vocês acham que as pessoas merecem conhecer? Contem-me!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

4/16

Tudo o que aconteceu no mês de Abril.
O mês de abril foi pouco produtivo e meio... estranho. Na faculdade as coisas começaram a desacelerar e os problemas foram aparecendo. Aquela empolgação toda do início virou uma crise existencial. Os dois últimos trabalhos, de rádio e TV, foram bem decepcionantes para ser sincera. O início de direito está cada vez mais perto e eu estou animadíssima e ao mesmo tempo morrendo de medo dessa reviravolta na minha vida.


Já aqui no blog, o primeiro post do mês foi justamente o desafio vegetariano que encarei entre fevereiro e março. Depois dos quarenta dias do desafio, voltei a comer só peixes e frutos do mar. No entanto... Bem, tive duas recaídas com o frango. Mas como a intenção nunca foi tornar isso uma obrigação ou algo radical, para mim é ok comer  alguma carne de vez em quando. Só a vermelha, que continuo evitando ao máximo. E mesmo assim, se um dia eu estiver com muita vontade/necessidade de comer, também não vai ser o fim do mundo.

Falando em frango, minhas recaídas foram justamente nas duas festas de casamento que fui no mês. Acho que estou ficando requisitada, haha. Na primeira, foi só muita fome e falta de opção mesmo. Ou era empada de frango ou era churrasco e torresmo. Aí né, 2h da manhã, sem comer, é meio pesado. Depois, no outro casamento - que diga-se de passagem, foi o mais lindo que já fui até hoje, em todos os sentidos  -, comi porque estava afim mesmo. Inclusive, tenho até que escrever alguma coisa sobre esses acontecimentos.



Não tem tempo morto em Brasília, mas abril definitivamente foi um mês bem agitado por lá. Teve votação do impeachment da nossa querida presidente na câmara dos deputados. Assisti àquilo e me senti meio numa apuração de escola de samba, meio numa final de campeonato, meio num programa da Xuxa. Ai ai. Falei um pouco sobre o que eu achava dessa bagunça que está no nosso país hoje - e sempre. Prevejo mais textos assim daqui para frente. Perdoem-me quem não gosta de política, estou começando a gostar.
  


Ah, há quanto tempo não postava resenha mesmo? Mas ó, dessa vez eu vim com resenha escrita e em vídeo do #livroUAI para vocês. Espero que gostem e tenham paciência comigo nesse lance de vídeo. Ainda estou aprendendo.
 
Falando em livros, tô tentando sugar a biblioteca da faculdade até ao máximo, ainda que eu ainda não consega ler tanto quanto gostaria. Comecei por "O Príncipe", de Maquiavel, já para adiantar os livros que vou ter que ler em direito. Vou tentar intercalar as leituras entre as duas áreas. Não lembro o outro tílulo que li, nem o autor, mas foi um estudo muuuuuito interessante de um designer-jornalista sobre a cor como informação. Agora estou lendo "Iniciação sobre a história da filosofia" e os próximos serão "Manual do Foca" e "Do Contrato Social". Oba! Até que estou gostando dessa vibe literária. Tô até pensando em arrumar alguma forma de falar desses clássicos por aqui. 



 + Não Precisa Saber

Porém... nem tudo são flores. Quer dizer, no caso, seria melhor dizer que nem tudo são espinhos. Não sei se faço certo ao falar de coisas tão pessoais por aqui, mesmo que ninguém leia mesmo. Mas sei lá, é meio estranho se abrir tanto assim. É libertador e ao mesmo tempo... Ai, não sei. Esse mês foi bem Lana Del Rey.

E sobre música, não tem como ignorar o Lemonade. Obra prima. Maravilhoso. Incrível. Para quem não sabe, Beyoncé lançou mais um visual album. A pegada é bem de filme conceitual mesmo, no qual ela fala principalmente de uma suposta traição do marido e de empoderamento da mulher negra. Vejam, sério.

+ Cinema: Lançamentos de Abril

E não poderia faltar o tradicional post dos lançamentos do cinema do mês. Não sou muito fã de heróis, mas essa moda tá pegando até em mim, viu? Estou louca para ver Capitão América. E claro, se eu conseguir dar um pulinho no cinema, vai ter resenha sim.

Como foi o Abril de vocês? Me contem!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não precisa saber

  

Não toque aí. É meu ponto mais sensível. Meu lugar mais seguro. Calcanhar de Aquiles. É o que me faz ser eu. Meu espelho. É o que mais me dói. É o que eu quero ser. E o que eu mais amo.

Mas você não precisa saber disso. Você não precisa ler minha mente, muito menos o que vem junto do seu nome em meu diário cor-de-rosa que você nem sonha que tenho. Ou ler o que eu escrevo aqui e se encontrar em cada página. Nem ouvir o que falo de você nas conversas que tenho com qualquer estranho ou com meus mais fiéis amigos. Por que você não se torna um deles? Your Majesty, Heil.
Não sou forte. Nem tenho que ser, só preciso parecer. Não quero chorar na sua frente por não saber o que fazer com tanto amor - por uma pessoa que nem sei se devia amar tanto assim. Ou por qualquer outra coisa. Minhas lágrimas só deveriam vir ao emprestar meu corpo para à arte, em frente às câmeras e de mais ninguém. E isso eu também não posso dividir com você. Nem as gotas que vieram mesmo para o mundo ver, muito menos as que até eu fingi que não existiram. Como queria usar seu ombro.

Você lembra a última vez que conversou comigo? Será que precisamos nos prender por dias em um carro fechado para libertar em doses homeopáticas o que se passa dentro de nós? Ou melhor, existe alguma coisa aí dentro ou você só finge muito bem? Já me perguntou como eu me sinto hoje?  Já me perguntou como eu me senti algum dia? Por que você não pergunta o que eu penso? E por que isso não tem importância até você achar que as pessoas vão comentar? 

Me deixe ir. Me deixe ir. Me deixe ir. Para mergulhar na solidão de um quarto escuro e além. Para a noite e o dia. Para voar nas nuvens e ter vontade de voltar. Para ter histórias e te contar. Quero ir embora com pesar e vontade de ficar. 

Acredite em mim. Confie em mim. Orgulhe-se de mim. Me ensine porque quer. Tudo o que sou hoje, aprendi com você. Até a não concordar, aprendi com você. Até a não brigar, aprendi com você. Até a não saber amar, devo ter aprendido com você. Mas você não sabe, nem nunca quis, me ensinar nada. Talvez você mesmo não se ache bom exemplo. Também não sou.
 
Será que a gente se conhece mesmo? Mostre-me também suas cicatrizes. Você está feliz? O que eu fiz? Eu também estou errada. Mas que diferença isso faz para quem acha que eu nunca estou certa?

Jamais vou saber dizer o que sinto para as pessoas que mais importam. Não eu sou capaz de sentar e conversar. Nem consigo olhar no fundo dos seus olhos verdes e dizer tudo o que o mundo inteiro já sabe. Como você me machuca e mesmo assim, sem querer, consegue me fazer feliz na maior parte do tempo. Já tentei até te ignorar, mas é quase impossível não dar importância ao próprio reflexo.

Te cobro o que nem eu sei se um dia vou ser capaz de dar. Mas você não liga. E vou continuar acreditando nisso é até você me provar o contrário. Por favor, me prove.

Você não precisava saber de nada disso.

E quer saber, desfiz uma amizade virtual para ver se a real não acabava. Porque eu estou cansada. Porque, por mais que eu deteste me esconder de você, eu não posso me esconder do mundo. Porque você não conseguia, ou sequer tentava, entender qualquer palavra minha. Porque eu não quero mais que você me faça sair de casa de olhos vermelhos. Porque eu não quero mais calcular meus horários para não chocar com os seus. Porque eu não quero mais ouvir coisas desnecessárias. Porque eu não quero viver mais dias como esse. Porque eu não quero escrever mais uma crônica assim.

E é em dias como hoje que eu percebo que está tudo errado. 

Precisamos muito saber que a gente se ama.

sábado, 23 de abril de 2016

Um Ano Inesquecível (Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças)

Já estava com saudades de resenhar livros por aqui. Isso não acontece há séculos porque: 1) estou tentando fazer resenhas em vídeo; 2) esse tipo de post dá um trabalho danado; 3) não estou lendo tantos livros assim. Snif.

Hoje estou aqui para falar do livro que enlouqueceu as fãs da literatura teen do Brasil. Juntar quatro contos fofinhos, sobre as quatro estações do ano, das quatro maiores escritoras para adolescentes. num livro mais fofo ainda, não tinha como dar errado. É óbvio que Um Ano Inesquecível seria um sucesso de vendas, e foi mesmo. Seja jogada de marketing ou o que for, eu fico muito feliz com esse boom do mercado editorial brasileiro. É incrível saber que mais jovens estão consumindo literatura, e melhor, literatura da terra.

Cada autora ficou responsável em escrever uma estação do ano determinante na vida da personagem. Uma época na adolescência que marcou ou mudou sua vida inteira. A Paula Pimenta falou sobre uma viagem de inverno, a Babi Dewet sobre um outono conturbado, a Bruna Vieira sobre uma primavera decisiva e a Thalita Rebouças sobre uma aventura de verão.

Não é todo mundo que vai ter paciência com a protagonista da história de inverno. Mabel embarca numa viagem com os pais para o Vale Nevado, no Chile, mas tudo o que ela queria na verdade era ir para um sitio com os amigos - para ver um boy que não vale nada - e por isso ela faz o início da viagem um inferno. Até conhecer um tal de Bernardo e... Já sabe né? E eu juro que não é spoiler, isso acontece no início do conto mesmo. Tenho que dizer também que me identifiquei com a Mabel, mesmo achando a menina uma chata. Quantas vezes eu estive num lugar maravilhoso e me emburrei por alguma coisa nada a ver? Hahaha. Acontece. Se por um lado já não tenha tanta paciência para certas personagens, Paula Pimenta tem a capacidade de escrever tudo de um jeitinho tão gostoso que não tem como não gostar. O cenário do Chile foi descrito perfeitamente, me remeteu de cara àquele lugar maravilhoso que fui há dois anos e já quero voltar.  É um conto bem fofo e previsível, estilo Paula Pimenta mesmo. É o mais - digamos - infantil, do livro.

Já comecei gostando do conto de outono, porque a Babi Dewet não contou a história de uma só pessoa, mas de duas, sob o ponto de vista de Anna Júlia e João Paulo. Anna e João são dois opostos. Um ama e a outra detesta música, os dois são de humanas, mas um é do time da arte na praia e a outra estuda muito para fazer direito como o pai sempre quis. E é no vão do Masp - onde Anna passa todos os dias no caminho do estágio num escritório e João toca para arrecadar dinheiro para os pobres - que eles se encontram e tudo acontece. É o conto mais maduro do livro. Babi conseguiu realizar a difícil tarefa de retratar o outono brasileiro de forma plausível, porque, sejamos sinceros, boa parte do país nem sabe o que é isso. A escolha do cenário foi fundamental, São Paulo e toda sua inconstância. Um ponto negativo é que Babi pesa um pouco a mão, deixando o conto extremamente lento, principalmente para o público-alvo do livro. Não acontece muita coisa. Por outro lado, justamente por sair do convencional e privilegiar as sensações às ações, ele se destaca dos outros e se mostra interessante.


O conto da primavera não foi o que mais me divertiu ou o que mais me fez suspirar, mas com certeza foi o mais relevante de todo o livro. Gostei logo de cara da Jasmine, a protagonista. Cheia de personalidade, ela tem um cabelão cacheado (como o meu ♥) e se ama do jeitinho que é, sem mais - mesmo que nem todo mundo goste disso. Jasmine está quase reprovando em matemática no terceiro ano. E para tentar resolver o problema, ela aceita aulas de reforço do professor que mais odeia. Mas a vida acabou lhe dando uma forcinha, colocando no caminho dela um estudante de engenharia, o David. E aí coisas acontecem. A Bruna Vieira fez uma escolha maravilhosa ao falar de bullying, autoestima e superação. Não sou fã de nada didático demais, nem tenho nada contra aquilo que nos entretêm e ponto. Porém, é claro que discutir assuntos importantes numa história - principalmente quando o público-alvo é infanto-juvenil - agrega muito valor.

Thalita Rebouças já é ensolarada por si só, a melhor autora para escrever um conto de verão. De longe, foi o que mais me divertiu. Ele conta a história de uma aventura de carnaval vivida por três amigas muito doidas, a Kaká, a Tati e a Inha. Uma quer ser princesa (de casar com um príncipe meeesmo!), a outra quer ser famosa a qualquer custo, e a Inha só quer ser uma nutricionista de sucesso. Graças ao namoro do irmão de Tati com uma funkeira famosa, as meninas vivem seus 15 minutos de fama e me tiram muitas risadas e suspiros de amorzinho.


Falando dos aspectos visuais, como todos os livros da Gutenberg que tenho, é esteticamente muito agradável. As páginas são amareladinhas, o papel é de qualidade, e os contos divididos por detalhes bem sutis e fofos. Vocês sabem que valorizo muito esse tipo de cuidado, né? 

Um ótimo livro para aqueles dias que você quer algo bem levinho só para descontrair. É realmente beeem adolescente, então não sei se todos os públicos gostariam de lê-lo. Perfeito para esvaziar a cabeça, distrair. Tem dias que a gente não tá afim mesmo de pensar demais, né? No mais, não é aquela obra que muda a sua vida, sua percepção da realidade, sei lá. Não que isso o torne pior, a proposta realmente não é essa. Se eu tivesse lido há uns 4 anos, talvez eu tivesse gostado ainda mais. Porém, por hoje ele só vai ganhar quatro estrelinhas.

E vocês, já leram o #livro UAI? Gostaram? Me contem!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Câmara Enquadrada


Tive alguns sentimentos estranhos no último domingo. Passei o fim de semana fora e tudo o que queria era sentar em frente à TV para ver centenas de pessoas engravatadas decidindo o meu futuro. Sim, porque o futuro do Brasil é o meu, o seu futuro, e isso não dá para deixar para lá. Muito mais complexo que simplesmente dedicar um sim ou não para Deus e o mundo, um processo de impeachment é algo muito sério do qual o país não sai ileso. Mas pelo o contrário, tudo o que vi, foi piada.

Não precisa ser especialista em muita coisa para saber que de qualquer forma vamos sofrer. Não me considero pessimista, só não consigo achar espaço para o otimismo me enchia de vontade de ir em busca de dias melhores. Ando cada vez mais cética sobre os bons rumos que poderíamos tomar, embora ainda tente manter a esperança. E se ainda há um resquício dela, é graças ao retrato pintado ao vivo e a cores que todos viram na votação do congresso.

O retrato é uma bagunça. Não tem estilo, não se enquadra em nenhum movimento, nem é feito para apreciação popular. Tudo o que vi na tela foi extremismo, oportunismo, hipocrisia, pseudoreligião no lugar errado, falta de argumentos, falta de conhecimento, um discurso eleitoreiro e vazio... Pérolas e mais pérolas que de tão trágicas nos fazem dar gargalhadas. Porque se tem algo que me irrita e ao mesmo tempo me admira no brasileiro, é justamente a capacidade de rir para não chorar.

Não celebro a beleza do quadro. Ele não tem sentido nenhum. Mas nós o pintamos. Cada pincelada é um voto. Fomos nós que colocamos cada personagem engravatado dentro daquela sala para nos representar. E o pior é saber que sim, toda essas figuras tem a legitimidade de estar ali. Essa tela nada mais é que o espelho da nação. É o espelho da nossa pobreza de pensamento, de conhecimento, de caráter e de espírito. Eles nos comandam com nosso consentimento.

Essa é a nossa câmara de deputados? Essa é a nossa política? Esse é o nosso país?

Agradeço a Cunha. Graças a ele, o quadro foi posto em exibição pública e em horário nobre. Sabe-se lá com que intenção maligna, mas vejamos o lado bom. Não fui a única a me fazer essas perguntas.

Há quantos anos os brasileiros não param para ver o que acontece em Brasília? Quem aí nunca nem assistiu a TV Câmara e TV Senado? Céus, quantas pessoas sequer lembram em quem votaram para o legislativo na eleição passada? 

Parar um pouquinho para saber onde foi parar seu voto não deveria ser extraordinário. Devia ser rotina. E não pensem que estou livre do sermão que eu mesma estou proferindo. Precisamos nos envolver mais, ver o que realmente acontece, e não nos informar por memes e corrente no whats app.

A descrença é geral e não inédita. Desde que nasci escuto que temos péssimos parlamentares, mas pelo menos na minha existência, nunca vi isso foi escancarado em tal proporção. Essa é a nossa política. O Brasil é isso mesmo.

Congressistas contra e a favor do governo Dilma RousseffTodos vimos. E tenho certeza que se esse circo todo serviu para alguma coisa foi para repensarmos sobre o que acontece lá dentro e aqui fora. Somos igualmente extremistas, oportunistas, hipócritas,  corruptos, vazios. Proferimos os mesmos discursos sem argumentos e sem reflexão no palanque chamado facebook. Seríamos igualmente corrompidos. Lembrando que me refiro à regra, não à exceção.

Me recordo que em 2013, na época das manifestações, também achei que as pessoas mudariam. Santa ilusão. Os ânimos estão ainda mais acalorados. Previsões ainda mais nebulosas. Mesmo assim, não pensem que perdi a fé. Mais do que viver num país com jeitinho, somos humanos. Antes de sermos brasileiros, somos humanos. A natureza é a mesma para todos. Talvez sejam só as circunstâncias que escancaram o nosso pior lado. Posso até não viver para ver, mas reza a lenda que toda crise, um dia, passa.

E antes que me perguntem, até domingo eu tinha uma posição sobre o impedimento. Porém, quanto mais procuro me informar sobre política, em especial a do Brasil, mais eu percebo que não sei é de nada. Nem com o melhor telescópio meus olhos de leiga conseguem enxergar alguma solução. Enfim, continuo a estudar, ler, ver as sessões, jornais, conversar, refletir... Não dá para parar. Ainda podemos mudar alguma coisa, nem que seja nós mesmos.

Admito que até gosto disso tudo. Dou meu pitaco de quem se acha A cientista política só por ter acabado de ler O Príncipe. Os fins justificam os meios? Será que alguém sabe que fim é esse? Me pergunto se também sou igual a eles e a possibilidade me enoja.

O melhor, e o pior, do Brasil, continua sendo o brasileiro. E de tão insignificante que sou, acho que vou seguir seu exemplo. Para não chorar, vou rir. Até que venham artistas melhores para pintar um novo quadro, e o país de hoje vire uma mera peça de museu.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Cinema: Lançamentos de Abril

Capitão América Guerra Civil
Ainda não foi ao cinema esse ano? Falta de tempo? Falta dinheiro? Ou não tá afim de sair com o crush pegajoso? Independente dos motivos, cinema é lazer, amigos, curtição e, principalmente, a sétima arte é cultura. E no mês de abril, a cultura heroica ataca novamente, após o criticado Batman vs Superman (que é muito bom por sinal e tentarei trazer uma crítica a vocês). Guerra Cívil, Invasão a Londres e a sequência de a Branca de Neve e o Caçador são algumas das novidades para você conferir!

Invasão a Londres

Durante um encontro de líderes mundiais em Londres, um grupo criminoso arquiteta sequestrar o presidente dos Estados Unidos. No entanto, por causa do segurança do Presidente, Mike Banning (Gerald Butler), o plano foge do controle e o líder dos Estados Unidos consegue fugir. O trabalho ainda continua, quando o responsável pelo ataque quer a qualquer custo pegar o presidente, e para isso causa um caos inestimável na terra da Rainha. O longa ainda conta com a presença de Morgan Freeman e estreou dia 7 de abril.   



Rua Cloverfield

Após um acidente de carro, uma jovem (Mary Elizabeth Winstead) é resgatada por um homem misterioso. Ao acordar em um porão sob os cuidados do desconhecido, descobre que foi salva de um ataque químico que deixou a terra inabitável. Entretanto, a jovem não se toma por convencida e procura um jeito de descobrir o que há de perigoso fora do esconderijo. Do produtor J. J. Abrams (Star Wars: O despertar da força), Rua Cloverfield chegou às salas de cinema, dia 7 de abril.

Ave, César!

Na nova aventura dos irmão Cohen, o astro (George Clooney) da superprodução Hail, Caesar! é sequestrado durante as filmagens por uma organização chamada Futuro, O responsável pela proteção do estúdio Capitol Pictures terá que encontrar o astro e descobrir quem foi o autor do sequestro, caso não, o estúdio terá que pagar 100 mil dólares para ter o astro de volta. Ave, César foi lançado dia 14 de abril e conta no elenco Channing Tatum, Jonah Hill, Josh Brolin, Ralph Fiennes, entre outros. 



Mente Criminosa

Após o agente da CIA, Bill Pope (Ryan Reynolds), ser assassinado deixando seus superiores sem respostas a respeito da testemunha que o agente estava protegendo, O chefe de Pope, com a ajuda de um médico, transfere a consciência do agente para um prisioneiro perigoso e imprevisível (Kevin Costner). Com a nova consciência, o prisioneiro terá que lidar com a missão de compartilhar informações que ajudem a evitar consequências terríveis aos Estados Unidos e ao mundo, ao mesmo tempo que tem que lidar com os sentimentos pela filha e esposa do falecido agente. O longa conta com a presença da Gal Gadot e de Tommy Lee Jones e estreou no Brasil dia 14 de abril.  


  

Mogli - O Menino Lobo

A história do menino criado por animais, enfim, ganha sua versão live-action. Dia 14 de abril, ás salas de cinema do Brasil recebem Mogli - O Menino Lobo. O longa conta a história de um garoto que foi criado em plena selva pelos animais que lá viviam. Tudo estava tranquilo, normal, até um tigre notar a presença do garoto e tentar expulsá-lo de lá. Sob proteção de uma pantera, o garoto procura sobreviver aos outros perigos da selva. A nova aventura da disney conta, no elenco, com vozes bastante conhecidas como a de Scarlett Johansson <3, Idris Elba, Ben Kinsgley, entre outros. 



O Caçador e a Rainha do Gelo

A Rainha Ravena (Charlize Theron) governava com justiça e bondade até o dia que sua irmã bondosa Freya (Emily Blunt) dá à luz uma criança capaz de se tornar a mais bela moça do reino. Ao saber disso, Ravena assassina a sobrinha e transforma a vida da irmã em uma profunda depressão. Após muito tempo, ao ouvir sobre a morte de Ravena, Freya vai atrás de seu espelho mágico e descobre que sua irmã ressuscitara. Para derrotar sua irmã maligna, Freya contará com a ajuda do caçador Erik (Chris Hemsworth) e de sua parceira Sara (Jessica Chastain). A sequência de a Branca de Neve e o caçador estreia dia 21 de abril.   



Nise - Coração da loucura

A alagoana, Nise da Silveira, após sair da prisão (onde esteve presa com Graciliano Ramos e tornou-se personagem do livro Memórias de Cárcere), foi trabalhar em um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio. Lá propôs novas forma de tratamento a pessoas que sofrem de esquizofrenia através da arte e do amor. Extinguindo as desumanas técnicas de eletrochoque e lobotomia. A história de uma das primeiras mulheres a ser forma em medicina no Brasil será protagonizada pela Gloria Pires e desembarca nos cinemas dia 21 de Abril.  


Milagres do Paraíso 

Um Casal descobre que sua filha Anna sofre de uma doença rara e incurável e buscam incansavelmente por algo que salve a garota, até que um dia, Anna sofre um acidente ao cair de uma arvore enquanto brincava. Após alguns exames, os médicos e a família ficam estarrecidos por saberem que a queda a curou sem causar nenhuma sequela. Milagres do paraíso estreia dia 21 de abril.

Amor por Direito

A emocionante história, baseada em fatos reais, traz um casal formado pela policial Laurel Hester (Julianne Moore) e pela mecânica Stacie Andree (Ellen Page) vivendo um dilema enfrentado por muitos casais do gênero antes da a união estável entre pessoas do mesmo sexo ser aceita por lei. A situação se torna mais complicada quando Laurel descobre estar com câncer e ela deseja deixar, ao menos, à parceira, a casa em que viveram por 10 anos, mas as autoridades negam a reconhecer a relação. O longa estreia no Brasil dia 21 de abril.
     


Capitão América: Guerra Civil 

No novo filme do sentinela da liberdade, os acontecimentos de Era de Ultron geraram inconformidade nos líderes mundiais perante as ações dos super-heróis. Como forma de manter o heróis sob controle, os governos decidem criar um tratado para que os heróis sejam registrados e supervisionados. Tal atitude divide o grupo dos vingadores em dois lados: os que estão a favor liderados pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.); E os que são contra liderados pelo Capitão América (Chris Evans). Os diretores de o soldado invernal, Anthony e Joe Russo, retornam ao comando do novo filme. O novo longa da Marvel lança dia 28 de abril e não deixe de maneira alguma de conferir este incrível trailer que abalou as redes sociais.



E quais você irá conferir nas telonas? Deixe seu comentário!